Há praças que estão tão degradadas, mas tão degradadas – aqui no Recife – que nem mesmo a adoção, por empresas particulares, consegue resolver por completo a situação desses locais, tradicionalmente utilizados pela população para alguns momentos de descanso, lazer, para passeio com as crianças ou o com o cachorrinho. É o caso da Praça José Vilela, que fica na Avenida 17 de Agosto (Parnamirim), e que esteve entregue às baratas por longo tempo.
Era tão abandonada que houve ocasiões que até os cavalos a utilizavam para pasto. Os bancos estavam todos quebrados, a maioria sem condições de uso. E o gramado sumia a cada verão. Com o inverno, até que a situação melhorava, devido à rega natural das chuvas. O problema é que por falta de cuidado, boa parte do gramado desapareceu definitivamente. Sumiu dos seus jardins. Em todo caso, a situação está um pouco melhor, depois que foi adotada pela Básico 3 (a empresa que adotou antes, não fez o que devia).
Diariamente tem uma pessoa varrendo, recolhendo lixo e folhas secas. Os 20 bancos foram pintados e tiveram assentos e encostos recompostos. Mas parte do gramado que desapareceu, parece não ter mais jeito, pois alguns trechos dos canteiros estão no barro puro, o que é uma pena. Mas, pelo menos, as pedras portuguesas das calçadas do seu entorno e do círculo central estão em bom estado. A última vez que a José Vilela passara por uma requalificação digna deste nome foi no ano 2000. Dezoito anos se passaram, os brinquedos sumiram, o local foi degradado, adotado, “desadotado”, esquecido pelo poder público. E adotado novamente. Vamos ver se, agora, a coisa vai.
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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife
