Zeh Rocha é o homenageado na próxima edição do Sarau da Boa Vista, no Largo de Santa Cruz

 Zeh Rocha é o homenageado na próxima edição do Sarau da Boa Vista, no Largo de Santa Cruz

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Bairro muito valorizado no passado mas infelizmente em processo contínuo de degradação – basta dar um passeio por ruas como Conceição, Hospício, Velha e por praças como a Maciel Pinheiro para se perceber essa realidade – a Boa Vista tem, pelo menos, efervescência cultural. E uma dessas manifestações é justamente o Sarau da Boa Vista, que realiza sua 121ª edição às 19h da quinta-feira (30/11), no Largo de Santa Cruz. O evento será em homenagem ao “cantautor” Zeh Rocha (foto acima), e contará com participações de Evandro N. Bento e Amauri Andrade. Vamos participar?

O Sarau da Boa Vista foi idealizado pelo poeta Aldo Ferreira Lins. Surgiu em 2013, com objetivo de dar visibilidade aos nossos poetas, cantadores, artistas plásticos, grupos culturais. Embora seja itinerante, seu foco é a  Boa Vista, já tendo “baixado” em locais  como a Praça Maciel Pinheiro, a Rua do Hospício,  Rua do Sossego e Pátio de Santa Cruz. Mas foi no Bar Maremoto (na Hospício), onde ficou mais tempo, sete anos. Após a pandemia, no entanto, não houve como retornar aos arredores do Teatro do Parque, devido ao abandono da área que até parece não existir para o poder público.

A Praça Maciel Pinheiro vive ocupada por populações de rua e dependentes químicos: “Cracolândia do Recife”

“Infelizmente não tivemos mais condições de usar aquele espaço, pois o que a gente vê no entorno do local é lixo, violência, dependentes químicos, bandidagem”, lamenta Aldo. “Não há nem mais condições, por exemplo de se frequentar a Praça Maciel Pinheiro”, explica. Histórica, a praça foi tomada por moradores de rua e dependentes químicos, sendo conhecida hoje como a “Cracolândia do Recife”. Infelizmente. Já o Sarau recebe artistas não só de Pernambuco, como de todo o Nordeste. Durante o isolamento social, quando as edições eram virtuais, recebeu convidados de outros países, como Turquia, Japão e Portugal.

O também produtor cultural Aldo conta que o Sarau – que já homenageou não só pessoas, como também grupos culturais, como o maracatu,por exemplo –  foi recentemente tema de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), já rendeu a Coletânea Sarau da Boa Vista e deverá ser tema de um documentário. Parte, aliás, já está pronta, o que se tornou possível com recursos da Lei Aldir Blanc. Agora, ele está tentando a Lei Paulo Gustavo, para finalizar.”Penso que é o único sarau do Brasil que virou trabalho acadêmico, conta com livro publicado e será alvo de documentário”, comemora o poeta.

Abaixo, você confere notícias sobre o Bairro da Boa Vista.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação e Letícia Lins / Acervo #OxeRecife

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