Xadrez e música clássica fazem a festa em colégio do Sertão

Qual o adulto de hoje que não lembra dos clássicos jogos de tabuleiro (em madeira ou papelão) do passado, naqueles tempos em que não existiam os jogos virtuais? Todo mundo tinha um, fosse de Damas, Xadrez, Gamão, Moinho, Ludo ou Banco Imobiliário.  Eram brinquedos que se alternavam com as diversões de rua (como amarelinha e bola de gude) ou  de quintal (como o cozinhado),  debaixo das árvores. Hoje até mesmo esses “tabuleiros” estão nos celulares e nos computadores. Mas não custa nada apelar, vez por outra para o modelo antigo. Nem que seja com um só tipo de jogo. No caso, o Xadrez.

No município de Petrolina, no Sertão do São Francisco, esse jogo milenar está com toda força. E não é virtual não, é a versão física mesmo. Ele é o centro do Projeto Xadrez na Escola, que tem o objetivo de estimular o raciocínio lógico, melhorar a concentração, aguçar a memória e instigar a imaginação dos estudantes. A iniciativa é do Plenus Colégio e Curso,  que costuma utilizar o jogo no modelo tradicional para alunos do segundo ao quinto ano do Ensino Fundamental, anos iniciais. E, melhor, as partidas são disputadas ao som de música clássica, o que é outra coisa boa, nesses tempos de tanta pobreza poética e batidão.

Projeto mistura Xadrez e música clássica no Sertão., nesses tempos de jogos virtuais e batidão.

O Xadrez, como vocês sabem, é um jogo milenar, que cujo início remonta ao século VI, na Índia, segundo alguns autores.  Depois, espalhou-se pela China e Pérsia, chegando a Espanha e Portugal por volta do século VIII e vindo a firmar-se por toda a Europa durante o século XV.  Há estudiosos que afirmam que ele teria aparecido justamente no século XV. O fato é que é um jogo que estimula o raciocínio e até mesmo ajuda no controle emocional.

“Já participei e gostei muito. Espero que o xadrez me ajude ainda mais a melhorar a minha concentração, nas atividades escolares e nas tarefas de casa”, afirma Alícia Elói Lopes, segundo ano C, que parece ter entendido bem o espírito da coisa. De acordo com a coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental , anos iniciais do Plenus, Cláudia de Souza, a atividade é de extrema importância para o desenvolvimento cognitivo dos alunos. “O projeto ajuda a melhorar a concentração, a atenção em sala de aula e o respeito mútuo”, ressalta. Ela lembra ainda que até o final do ano serão vivenciadas novas etapas, terminando em novembro com a realização do campeonato com premiações e brindes.

Há mais de 25 anos lecionando, o professor de Xadrez do Plenus, Emídio José Alves, expressa a expectativa para o projeto. “A intenção é colocar o Xadrez de forma muito lúdica para a criançada a partir dos 7 anos. Este ano as nossas expectativas foram superadas, estamos com muitos inscritos. Fico muito feliz por esse projeto desenvolvido pela escola nas manhãs de sábado. O xadrez já faz parte do nosso planejamento pedagógico e os benefícios no aprendizado dos alunos são inúmeros”, conclui. O Xadrez vem sendo utilizado como ferramenta educativa pelo Plenus há oito anos.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Clas Comunicação / Divulgação

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