Três escritores, três gêneros literários, três lançamentos. Todos, no entanto, no mesmo horário e no mesmo lugar . E na mesma tarde de autógrafos, que acontece às 16h do sábado (6/12), na Academia Pernambucana de Letras, no bairro das Graças. E quem são os autores e seus livros? Cícero Belmar (“Ainda há uma brisa”, crônicas); Ney Anderson (“Apocalipse todo dia”, contos); e Cleyton Cabral (“Caderno do fim do mundo”, memórias).
“Ainda há uma brisa” é o primeiro livro de crônicas de Cícero Belmar, escritor consagrado, premiado e imortal da Academia Pernambucana de Letras. Com cem páginas, o título – editado pela Bagaço – traz 25 textos leves, bem humorados e poéticos, com “relatos, memória, fatos e ficções”, segundo o autor. Nas crônicas, o escritor fala de sua sertaneja e natal Bodocó (localizada a 650 quilômetros do Recife), da casa dos pais, de suas vivências na Caatinga e na selva de concreto na capital pernambucana, a cidade que escolheu para viver . E emite opiniões, reflexões, pensamentos.

Já Ney Anderson estará lançando “Apocalipse todo dia”. Editado pela Patuá e com 130 páginas, o título reúne 67 contos em que o autor usa o Centro do Recife e a violência urbana como temas, apelando para o suspense, como apoio para os seus relatos. Ou seja, mergulha “nas fissuras do cotidiano e transforma a vida no Recife, uma cidade quente, violenta e vibrante, num campo minado de tensão, desejo e morte”, segundo explica o próprio Ney. Ele afirma que “cada história é um soco, um espelho e uma vertigem”.
Cleyton escreveu um diário produzido durante o isolamento social determinado pela gravidade e pelo contágio em grande escala, no período da Covid-19. “Caderno do Fim do Mundo” é edição do próprio autor, tem 230 páginas, e relata as vivências durante os piores momentos da pandemia, que eclodiu em 2020, espalhando-se rapidamente pelo mundo e também pelo Brasil. Escritor, autor de peças de teatro e também ator, Cleyton fez registro de momentos curiosos incluindo diálogos com amigos que estavam saudáveis e que depois adoeceram. E que terminaram por morrer durante a pandemia. “É um texto emocionante, escrito e editado com modernidade”, segundo Cícero, que já leu o livro e para quem “Cleyton é um escritor promissor”. Durante a tarde de tríplice autógrafo, haverá um momento de conversa com o público, que será mediada por Raimundo de Moraes.
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Serviço:
Lançamentos dos livros “Ainda há uma brisa” (Cícero Belmar), “Apocalipse todo dia” (Ney Anderson), e “Caderno do Fim do Mundo” (Cleyton Cabral)
Quando: Sábado, 6 de dezembro
Horário: 16h
Onde: Academia Pernambucana de Letras
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 1596, Graças (entrada do estacionamento pela Avenida Malaquias)
Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação
