Essas fotos são de autoria de um primo meu, Guilherme Carvalho. Ele tem uma mania interessante. Todos os anos, aproveita a luz de algum dia ensolarado, perto do carnaval, e com paciência, se dedica a fotografar a alegoria gigante do Galo da Madrugada, que é colocada na Ponte Duarte Coelho, que liga os bairros da Boa Vista e Santo Antônio, no Recife. Em seguida, armazena em seus arquivos digitais. Um ritual religiosamente cumprido há “somente” duas décadas.
Em 2026, não foi diferente. Ele tirou uma manhã de céu azul, para guardar a imagem da grande escultura idealizada por Leopoldo Nóbrega, artista que tem um grande diferencial em relação aos que o antecederam na missão. Nóbrega tem um pé na arte e outro na sustentabilidade e na questão social. A alegoria de 2026, por exemplo, foi confeccionada quase integralmente com materiais recicláveis que poderiam ter ido para o lixo, e estar poluindo a natureza. E a confecção contou com a ajuda de idosos, associações de bairro e até pacientes atendidos nas unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). E Galo de 2026 também veio com uma mensagem de paz e inclusão social. Independente dos seus significados, está lindo e pode ser visto até o dia 21 de fevereiro, quando começará o seu desmonte. O que ninguém entende – nem eu nem a população e os foliões – é porque essa monumental obra de arte só é visível à luz do dia. Pois à exceção da noite da cerimônia da subida – iluminada por refletores oficiais e de emissoras de TV para transmissões ao vivo – o Galo ficou às escuras por todo o carnaval. O que é uma pena. E não deveria ser assim. Como é gigante, pode ser melhor admirado.
E admirado à distância, se iluminado. Por exemplo, a partir de pontes paralelas à Duarte Coelho, como a da Boa Vista e a Princesa Isabel, por onde transitam foliões durante o carnaval. Sim, a alegoria tão bonita e tão representativa do nosso carnaval não deve mesmo ficar, jamais, no escuro. Foi, aliás, o único elemento decorativo de peso no reinado de Momo. Porque o carnaval foi maravilhoso, mas a decoração do Recife – quando comparada à de anos anteriores – deixou a desejar. Mas isso é pauta para 2027, quando teremos novo carnaval. Esperamos que com a alegoria gigante iluminada, todas as noites.

Nos links abaixo, mais informações sobre o Galo, Leopoldo Nóbrega e carnaval.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Guilherme Carvalho / Cortesia

Ideia brilhante Letícia! Espero que chegue aos ouvidos do poder público para que essa iniciativa ganhe forma e corpo no carnaval de 2026!
Letícia, para o carnaval de 2027 temos muitas sugestões, mas, não serão ouvidas e nem lidas pelos gênios da Cultura de Pernambuco que chamam as músicas de artistas que nem conseguem lotar com 100 pessoas as casas de shows do Rio Janeiro e aqui são incensados como “nossa ancestralidade”. Nem sabia que o funk era dançado e cantado pelos negros, brancos e índios de nossa ancestralidade Pátria, pra mim é novidade, e como ouvi e vi pela TV nossos comunicadores falarem essa bobalhada, uma verdadeira diarreia cerebral dos comunicadores de nossas mídias.
Neste sábado pela manhã fiquei sabendo que um Bloco Lírico de Carpina no interior pernambucano venceu o Carnaval do Recife, novamente, o que me deixou alegre pela ampliação da Beleza dos Blocos em todo Pernambuco, e me enviaram esse pedaço de mídia que compartilho abaixo…
“O Bloco Lírico Flor do Tamarindo, originário de Carpina (PE), é um destaque no Carnaval de Pernambuco, conquistando o título de campeão do Grupo Especial dos Blocos de Pau e Corda no Recife em 2025 e 2026….. ”
Alegria de ver os Blocos Líricos renascendo no interior de Pernambuco, e com apenas 8 anos de vida o Bloco Lírico Flor do Tamarindo já tem dois Títulos do Carnaval do Recife. No meio de tudo isso, me deixa triste que os Blocos Líricos da Capital sofrem em todos os carnavais a humilhação de correrem atrás de verbas públicas para desfilarem pelas ruas do Recife, ano após ano, e esses “donos da cultura ideológicas e mesquinhas” ficam incensando a mediocridade e chamando artistas e grupo de nossas “ancestralidades” , a palavra do momento nos meios ditos culturais de nossa Cidade. Os Blocos Líricos Batutas de São José e Banhistas do Pina estão perto de completarem 100 anos, precisamente em 2032, e acho que estão pensando no centenário em suas Sedes, o que farão os “gênios da cultura multicultural aculturada da província” ? Será que vá chamar “artistas com shows milionários” e serem homenageados como nossa “ancestralidade” e pedir para cantar parabéns pra você no marco zero para nossos Blocos Grandiosos ? O que dirão no infinito o Augusto Bandeira que Fundou o Bloco Batutas de São José e João Santiago autor do Hino de Batutas de São José SABE LÁ O QUE É ISSO, e, seus Amigos do Bode no Pina que também em 1932 fundaram o Bloco Banhistas do Pina Julieta Leite, Luiz Faustino Compositor do Frevo de Bloco Hino do Bloco LINDAS PRAIAS, Leit Severino e Espirito Santo Severino Ramos , na espera de desfilarem no céu no ano do Centenário de seus Blocos Amados ?? Me perdoem o saudosismo, já que ser conservador é crime contra as Instituições nesta Ditadura que vivemos, mas, não deixem os Blocos Líricos morrerem , os outros Blocos que sobrevivem por aqui passam o ano inteiro juntando trocados para saírem pelas ruas do Recife, espalhando Amor e Saudade dos Grandes Carnavais, e o povo ainda insiste andar pelas ruas do Recife procurando estrelas na harmonia do Frevo de Bloco , e hoje além da saudade, a tristeza de caminharem pelas ruas abandonadas de nossa Cidade entre a miséria, fome, e destruição Arquitetônica, Geográfica, Histórica e Física da Cidade que tanto Amamos…… E a Poesia de Geraldo Costa com Música do Maestro José Menezes no FREVO DE BLOCO
TERCEIRO DIA envolve os sons de nosso Coração Recifense, bem Pernambucano, sim Pernambucano de Carpina, para agradecer a vocês do Bloco Lírico Flor do Tamarindo , meninos da alma pernambucana do Frevo de Bloco por construir o Renascimento dos Blocos Líricos na Cultura de Pernambuco, Parabéns, vocês representam a alma do Povo Pernambucano, sua Cultura, sua Arte , sua História, Irredentos e que jamais deixarão que a Pernambucanidade morra de inanição administrativa do aculturamento dos Poderes. VIVA O BLOCO LÍRICO FLOR DO TAMARINDO ! VIVA TODOS OS BLOCOS LÍRICOS DE PERNAMBUCO !
TERCEIRO DIA
Geraldo Costa e José Menezes
Na madrugada do terceiro dia
Chega a tristeza
Vai embora a alegria
Os foliões vão regressando
E o nosso frevo diz adeus a Folia.
A Noite morre o Sol vem chegando
E a tristeza vai aumentando
A gente sente uma saudade sem igual
Que só termina
Com um Novo Carnaval .