Sessão Recife Nostalgia: O que restou da antiga Pizzaria da Nonna, no Cabanga

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Ao longo das décadas, muitos restaurantes que fizeram história desapareceram do roteiro gastronômico do Recife: Buraco de Otília, Veleiro, Cantina Star, Dom Pedro, Galo de Ouro. Também  sumiram lanchonetes (como a Confeitaria Confiança), sorveterias (como a Gemba) e bares (como o Savoy), que até hoje alimentam as memórias afetivas da população.

Nessa semana, lembrei de um outro estabelecimento, a Pizzaria Nonna, que por muito tempo era considerado como a que ofertava as melhores massas na cidade. A Nonna foi inaugurada em 1969 e funcionou por cerca de 35 anos no Cabanga, Zona Sul da capital pernambucana, naquela área próxima ao Cais José Estelita e que hoje chamam praticamente de Novo Cais. Os tempos áureos da Nonna  aconteceram entre os anos 1980 e 1990, quando as famílias recifenses se divertiam em meio aos sabores italianos, carinhosamente  ofertados por Ângela Borsellino.

As pizzas, espaguetes, nhoques, filés à parmegiana, lazanhas, faziam a festa de famílias de todos os cantos da cidade, inclusive da Zona Norte, que iam ao outro lado do Recife, só  saborear  as receitas de família italiana. A casa não tinha luxo, mas fazia o maior sucesso. E tem muita gente que relata as saudades dos seus bons tempos, a julgar por comentários nas redes sociais pinçados pelo #OxeRecife.

Pessoas que transitam no entorno do terreno da antiga Pizzaria da Nonna relatam insegurança no Novo Cais

“Íamos lá, eu e minha família, pois o restaurante era atrás da casa do meu avô, Alcides Lima, que morava na Saturnino de Brito, no Cabanga. Amo comer os nhoques à bolonhesa”, lembra Sissy Porciúncula.  “Frequentei bastante, quando era no Cabanga, e tenho boas recordações dessa época”, afirma Mônica Coimbra. “Quase todos os domingos da minha infância estava lá, o melhor Parmegiana do mundo na época”, afirma Márcio Peixoto.

“Eu amava essas pizzas da Nonna. Os donos eram os avós de minhas colegas de infância. Lembro da inauguração, comendo de graça”, diverte-se Luzinete Rodrigues. O problema é que depois das obras no Cais José Estelita, a Nonna mudou-se para a Madalena e atualmente atende só no Delivery. Mas não é só isso. Não restam só as lembranças da antiga Nonna. É que o prédio onde funcionava foi demolido e o terreno abandonado passou a ser um pesadelo para moradores e por quem por ali transita rumo ao trabalho. Aqui no #OxeRecife chegam relatos de assaltos e outros tipos de abordagem no entorno.

População pede providências para o terreno onde ficava a antiga Nonna: abandono, sujeira, insegurança

“Como leitor do Blog #OxeRecife, gosto quando você menciona e conta histórias dos imóveis fechados do Recife, como no caso da Pousada Casa Forte”, revela R.M.L.F. S, referindo-se a uma das últimas postagens da Sessão Recife Nostalgia.. “Passo diariamente nesse local para ir trabalhar e acho um absurdo estar nessa situação feia e desprezada, sendo local de uso de drogas e assaltos e tão próximo ao recente bairro Novo Cais”.

Diz ele:

Este terreno localizado na esquina da Rua Capitão Temudo com a Av José Estelita onde localizava-se a antiga Pizzaria da Nonna, no Cabanga, encontra-se aberto e cheio de matos, favorecendo o encontro de usuários de drogas e desocupados, que partem dali para assaltar pessoas nas paradas de ônibus e roubar casas e comércios da redondeza. Fica a sugestão, quando você passar faça o registro desse terreno para que os responsáveis pelo imóvel ou alguma repartição pública providencie a limpeza e o fechamento do mesmo, ajudando na questão de segurança do bairro e redondeza”.

Pronto, recado dado. Nos links abaixo, mas postagens sobre locais referidos com saudade pelos recifenses.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: redes sociais e R.M.L.F.S (cortesia)

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