“Sai dessa noia” plantando árvores

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Muito bom que a população começa a se mexer, para repor árvores que vêm desaparecendo nas ruas do Recife, onde o número de vítimas do arboricídio só faz subir. A mais recente iniciativa de plantio em áreas públicas é da Troça Sai Dessa Noia, que movimentou os bairros de Casa Forte e Poço da Panela, na semana que antecede o carnaval. No último domingo, dois integrantes da agremiação foram às ruas, com ferramentas em punho, para o plantio de doze árvores nativas.

A iniciativa foi na Rua Engenheiro Jair Furtado Meireles, no Poço, que margeia boa parte do Parque de Santana.  Mas a ação não pôde ser completa. O médico Danilo de Lima Cavalcanti e o produtor rural Bruno Lopes  (foto acima) só puderam utilizar dez árvores.  Duas estão destinadas a canteiros onde há vítimas da motosserra insana. Eles estão esperando que os tocos sejam retirados para plantar os dois indivíduos restantes, nos locais das duas árvores “erradicadas”.  Esse, aliás, é o nome utilizado por órgãos públicos, para definir restos deixados pela guilhotina oficial.

Na mesma rua onde o Bloco Sai dessa Noia fez plantio, há cenas tristes, como essa árvore degolada, perto do parque.

A campanha Parem de derrubar árvores do #OxeRecife cobra reposição de todas as que foram “erradicadas”. A troça mantém sempre, preocupação com a preservação do meio ambiente. Em 2018, fez uma parceria com a Associação Meio Ambiente Preservar e Educar, para coleta de latas de cerveja e garrafas plásticas. A Amape é conhecida pelo trabalho que faz junto a catadores e reciclagem de lixo, mantendo pontos de coleta na sede do Armazém Etapa Final, que funciona na Estrada do Arraial, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife.

No ano passado, durante o dia da pintura de suas camisetas, a troça distribuiu 15 mudas de plantas. A pintura das camisetas é uma tradição da Sai dessa Noia, pois cada folião se encarrega de ilustrar a sua, reproduzido cada qual a sua noia. Tem gente, por exemplo, que a noia é comer chocolate em demasia. Outros, é a cervejinha. Para outros, como é o caso de Danilo e Bruno, o que incomoda é a devastação do verde. Como a agremiação não sabe o destino que as mudas doadas em 2017 tiveram, decidiu que, em 2018 , os próprios integrantes se encarregariam de plantá-las, beneficiando as ruas do Recife. E, claro, os recifenses.

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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