#RecifeEmergênciaClimática (2)

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O #OxeRecife cumpre seu dever de colocar  mais uma via da cidade no cadastro de ruas áridas, na série #RecifeEmergênciaClimática. Por incrível que pareça, uma delas é a Rua Nova, outrora tida como a mais sofisticada do Centro. Era ali que ficava a loja Sloper, perto da qual estavam, também, as saudosas Viana Leal e Mesbla. Até meados do século passado, as três eram as mais famosas de todo o Recife.

Tenho andando pouco a pé, pela cidade, devido ao confinamento provocado pela pandemia da Covid-19. Mas ao longo de passeios que fiz no início do ano com grupos como o Caminhada Domingueiras, o Bora Preservar ou Olha!  Recife, tive a preocupação de documentar as mais áridas ruas do centro, já transformado, com certeza, em mais uma desumana ilha de calor. E o #OxeRecife adota a nomenclatura “árida”, para se referir às vias “carecas” de árvores.

Na maior parte dos casos, sem uma sequer, como já foi referenciado aqui com a  Marquês do Recife (Santo Antônio), assim como a Barbosa Lima Sobrinho (Espaço R.U.A)  e a  Apolo (Bairro do Recife). Em um dos últimos percursos anteriores à pandemia das Caminhadas Domingueiras – passando pelo Recife Antigo e pelos bairros de Santo Antônio e São José – cheguei a contar 15 vias sem uma árvore sequer, fator que contribui para tornar mais agressiva a paisagem do centro de nossa querida cidade. Vejam, na foto, a situação da Rua Nova, que já foi a “mais movimentada e elegante” da cidade, segundo relata Tadeu Rocha, no seu clássico livro Roteiros do Recife. Verde que é bom, nada….

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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