Polícia de Pernambuco apura caso de R$ 50 mil enviados a Secretário da Fazenda em caixa de cerveja

A corrupção ativa, pelo que se vê, não termina nunca. E é preciso ser honesto, para não cair em tentação. E também para não cair em armadilha. Quantas autoridades já foram filmadas, fotografadas metendo a mão na grana ilegal, proveniente de propina, de compra de voto, de “agrados” para beneficiar empresas em editais e licitações?

Em Pernambuco, a Polícia Civil está apurando a remessa de quase R$ 50 mil para o Secretário de Fazenda de Pernambuco, Wilson de Paula. A grana foi entregue na residência do Secretário, no município de Jaboatão dos Guararapes. E chegou lá como se fosse uma caixa de cerveja, na última quarta-feira. Mas o fato só foi divulgado hoje.

Ao abrir a caixa, foi encontrado um pacote com várias cédulas, que totalizavam R$ 49.996,assim, com esse quebradinho mesmo nos trocados. Imediatamente ele comunicou o fato ao Secretário de Defesa Social, Alessandro de Carvalho, a quem pediu apuração rigorosa. O autor da remessa foi identificado e está preso, mas o nome não foi revelado. Também não se sabe o motivo da ação desastrada.

O Palácio do Campo das Princesas distribuiu uma nota informando que “a gestão Raquel Lyra condena e não vai tolerar nenhuma tentativa de atos de corrupção contra qualquer integrante do governo”. Informou, ainda, que o  homem já está à disposição da Justiça, onde passará por audiência de custódia. Ele responderá por corrupção ativa.

O cidadão comum, o brasileiro, já está habituado a observar esse tipo de comportamento no noticiário. São muitos os casos apurados de superfaturamento, de propinas oferecidas, de tentativa de comprar autoridades para se encobrir falcatruas, sonegações ou mesmo conseguir privilégios em licitações.

Tenho um amigo, que foi secretário de estado em Pernambuco,já falecido. Ele estava embarcando para Brasília, quando recebeu telefonema de uma conhecida construtora, informando que ia enviar um emissário ao Aeroporto, com  uma “presente de aniversário” para entregar  a ele. Quando ele abriu a caixa, eram 12 mil dólares, somente. Deixou o pacote no Recife com a esposa, e na volta devolveu os valores à empresa. Por respeito a ele que não está mais entre nós para confirmar essa história, preferi omitir os nomes.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Palácio do Campo das Princesas

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.