Finalmente uma notícia boa, em se tratando de Paulista, de onde só chegam notícias de matas devastadas aqui no #OxeRecife, que nos obrigam a estender da Capital até aquele outro município da Região Metropolitana o nosso apelo de sempre, Parem de derrubar árvores. A novidade positiva é que a Estação Ecológica de Caetés vai ganhar um reforço na sua cobertura vegetal: o plantio de 410 árvores nativas, a ser concluído no prazo de dois anos, naquela Unidade de Conservação (UC).
Acordo para projeto de reflorestamento nesse sentido foi assinado entre a Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh) e a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O projeto será executado pela empresa Cerne Ambiental, de Chapecó (SC). Ela foi a vencedora de licitação específica da Chesf. Os recursos de R$ 185 mil serão provenientes da compensação ambiental, devido à instalação de nova linha de transmissão da Chesf (subestação Mirueira2).

Os detalhes foram apresentados à Cprh, pouco antes do carnaval, por técnicos da Chesf e da Cerne, que se comprometem a assegurar a sobrevivência das 410 árvores. Também são metas estabelecidas no projeto: estudo e preparação do solo, para que fique apto a segurar indivíduos florestais; monitoramento e manutenção dos mesmos, reativação do viveiro florestal da UC; produção de mudas de diferentes espécies e estágios.
O tempo de execução do projeto é de dois anos, mas pode ser estendido por mais dois, dependendo do monitoramento. A Esec Caetés tem 157 hectares, e foi criada nos anos 1980, após mobilização contra a implantação no local de um aterro sanitário. Que de sanitário só tinha o nome. Era lixão mesmo. Remanescente da Mata Atlântica, a Estação tem entre os seus objetivos a preservação dos ecossistemas, a realização de pesquisas científicas sobre fauna e flora e educação ambiental conservacionista..
Leia também:
Conhecendo a Mata Atlântica
Verde em risco em Paulista
Mata do Frio é devastada
Não deixe a Mata Atlântica se acabar
Matas estão sumindo em Paulista
Fruteiras rareiam em mata devastada
Iguanas fogem de matas devastadas
Mata de pau-de-jangada destruída
Pau-de-jangada sobrevive na marra
Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/Cprh e cortesia de leitor
