Hoje, realmente Boa Viagem estava com cara de verão. Sol torrando o corpo, água morninha, maré baixa, muita gente de fora. E também os habituais frequentadores que, como eu, aproveitam o último dia do ano para uma espécie de descarrego. No ano passado, estava em Salvador, ia viajar no começo da tarde, mas nem por isso deixei de dar meu mergulhinho.
E hoje, aqui no Recife, fiz a mesma coisa. É assim: No dia 31, vou sempre à praia, fico grande tempo na água, por achar que o mar leva toda energia ruim para o ano que passou. Se é que ficou alguma. Dia 31, descarrego. Dia 1, estou lá de novo. Dessa vez, para que o mar me carregue as baterias de energias boas e bons fluídos É um ritual antigo, que faço questão de cumprir. Religiosamente.

Acho que todo mundo pensa igual, porque das pessoas que conheço da areia, estavam todas lá. Até a amiga Luzinete Maciel, com seus quase 80, que mora perto do Parque Dona Lindu, mas que faz questão de marcar presença no ponto de praia que considera melhor, e que frequenta há quase 40 anos. Como estava gripada, fui levá-la em casa, seguindo pela Avenida Domingos Ferreira, no sentido Boa Viagem Piedade.
É um percurso que não faço com frequência. E o que eu vejo no caminho? Um toquinho, de novo, vítima da motosserra insana. Infelizmente. O #OxeRecife fecha o ano com o post número 90 sobre essa tragédia que é o arboricídio praticado no Recife. Em 2018, a campanha contra a matança de árvores vai continuar. Não fique indiferente. Proteste contra o destruição de nosso verde. E plante uma árvore, se for possível, para compensar as milhares que foram assassinadas no Recife.
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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife