Parem de derrubar árvores (432). “Felícia” é erradicada na Praça de Casa Forte, após tombar

A árvore da foto era frondosa e ficava na Praça de Casa Forte, que é um jardim histórico e também tombada pelo IPHAN, por ter sido o primeiro jardim público no Brasil a recebera assinatura de um jovem profissional na década de 30 do século passado e que, mais tarde, viria a ser um dos paisagistas mais famosos do mundo: Roberto Burle Marx. Apesar desses características, três adultas de espécies diferentes ou caíram ou foram eliminadas. A última a desabar foi a felícia, também chamada de árvore samambaia (“Feliciu decipiens”).

Adulta, a espécie chega a atingir sete metros de altura, tem uma boa copa, oferecendo sombra e conforto térmico.  A “felícia” caiu às 2h da madrugada da quarta-feira, após o temporal que ocorreu na noite da terça, com relâmpagos e trovoadas. Na manhã da quarta, havia equipes da Emlurb com a motosserra, esquartejando a planta, triturando os galhos e recolhendo as “postas” do tronco, para desobstruir o passeio público. Sabemos que nem sempre as árvores que desaparecem da paisagem do Recife são vítimas de arboricídio e da motosserra insana.

Como ocorre nas florestas, há as que tombam também em áreas urbanas, seja por velhice, por ataque de pragas, por ventos ou temporais. Mas o que não se pode é deixar o vazio no lugar das que tombaram. Na Praça de Casa Forte, já são três as que se foram, sem que tenha havido a mais do que necessária reposição.  Duas delas, em 2024: a felícia (10/4) e uma sucupira (16,2, data do registro no #OxeRecife). No caso da Praça, pelo fato de ser tombada, o cuidado deveria ser maior ainda, pois ao longo do tempo ela perdeu boa parte da vegetação que a caracterizava, inclusive suas famosas vitórias-régias. Quando fez o projeto da Praça, Burle Marx criou três ambientes: um com espécies amazônicas, outras com vegetais da Mata Atlântica e um outro com vegetais exóticos, porém já muito presentes nossa paisagem, como o flamboyant.

Abaixo, você confere outras perdas no antes bucólico Bairro de Casa Forte, um dos mais tradicionais da Zona Norte do Recife.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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