Parem de derrubar árvores (406) Fiscalização precária e impunidade favorecem arboricídios

 Parem de derrubar árvores (406) Fiscalização precária e impunidade favorecem arboricídios

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É brincadeira… Desse jeito, não tem verde que se sustente na nossa cidade, tão vulnerável às mudanças climáticas e precisando de mais e mais árvores a cada dia. O #OxeRecife, como vocês sabem, tem uma campanha de caráter permanente (#paremdederrubarárvores), através da qual denuncia as degolas e os constantes arboricídios na capital pernambucana. Já são 409 postagens, com o registro de 1022 árvores, que sumiram da paisagem de vários bairros da cidade (com foto, data do registro e endereço). Tanto em áreas públicas (a maior parte) quanto nas privadas. E a ação da motosserra insana termina geralmente sem punição, como foi o caso que aqui volta a ser enfocado, no bairro da Madalena.

No mês de agosto, publicamos no Blog a erradicação daquelas cinco palmeiras adultas, belíssimas, no bairro da Madalena. Inclusive com fotos do antes e do depois, como vocês podem observar acima, com as duas situações separadas por uma linha vermelha. Compare as duas realidades, bem visíveis. Essas fotos já provam a bagaceira realizada. Logo ao saber do ocorrido, denunciei o caso à Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife (SMAS), para a qual encaminhei imagens do atentado. Aliás, do quíntuplo arboricídio. No dia 30 de agosto, a SMAS me encaminha um e-mail, pedindo indicação da área do crime ambiental.

Os moradores da Madalena presenciariam a matança de cinco palmeiras (a última, na foto), mas a SMAS não viu nada.

“Solicitamos o endereço de onde ocorreu a derrubada das palmeiras. Apenas por fotos não temos como identificar o local”.  No mesmo dia, respondi à solicitação, também por e-mail. “A matança das palmeiras foi na Rua Real da Torre, atrás do Mercado da Madalena (na bifurcação). É um terreno vizinho ao número 479, onde será implantada uma obra (deve ser um edifício). O número do imóvel em questão é 501, segundo o operário com o qual falei”. É que não havia numeração no muro do canteiro de obras do prédio.

Pasmem, somente no dia 10 de outubro, o #OxeRecife recebeu o resultado da “fiscalização” que, finalmente, não deu em nada. Como sempre, aliás. “Prezada, bom dia,  segue resultado da vistoria no dia 01/09/2023, no momento da vistoria havia apenas vestígios das palmeiras já erradicadas, não havia erradicação em andamento nem vestígios de erradicação recentes (sic), dessa forma, não foi possível constatar o teor da denúncia”. Ou seja, denunciar a matança de árvores pode não dar em nada no Recife, mesmo diante dos  “vestígios” do(s) arboricídio(s). Será que não há como indagar a vizinhos e aos responsáveis pela matança quem autorizou a derrubada? Para que serve então a fiscalização? E as leis com punição? Houve compensação ambiental? Se tinha vestígio (pó de serra espalhado pelo chão), houve erradicação. Mas é como se não tivesse havido, pelo menos na ótica do órgão oficial, que deveria zelar pelo nosso verde.

E, infelizmente, é assim que as matanças acontecem, inclusive em áreas públicas. Nas calçadas, há donos de imóveis que matam as árvores nas caladas da noite, cimentam logo o alegrete (canteiro) e… pronto. É como se aquela planta jamais tivesse existido. Uma árvore a menos, sem multa, reposição nem compensação ambiental. Breve, trarei exemplos aqui. E não dá para entender como o Recife virou “cidade árvore”. Deve ser com as informações que constam em papel, não na vida real, onde as árvores são sacrificadas impunemente e as ilhas de calor aumentam a cada dia. No caso das palmeiras da Madalena, todo mundo viu a erradicação. As fotos comprovam, os “vestígios” também funcionam como prova do crime. Só a SMAS que nada viu. Dá para acreditar?

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: enviadas por leitor / Cortesia

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