Primeiro foi Zelito Nunes, que reclamou de uma árvore decepada na terça-feira da semana passada, na calçada do Parque da Jaqueira, na Rua do Futuro. Na última segunda (29), o amigo Rodolfo Aureliano fez outra denúncia. Postou imagens de destruição de árvores que, ironicamente, ficam na calçada da Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh). “Oxente, meu Recife, você virou skin-head”? É o que indaga em sua página, no Facebook.
Hoje de manhã passei lá na dita calçada, que fica na Rua Astério Rufino Alves, bairro de Santana, na Zona Norte do Recife. Fui documentar o estrago para a série de mini reportagens que o #OxeRecife está fazendo sobre a mutilação e o “assassinatos” das plantas que arborizam ruas, parques e praças do Recife. E percebi que, na verdade, foram três árvores derrubadas, sendo que só uma não era tão recente. Há marcas de dois “assassinatos”, ainda pelo chão.

De uma, só restou o toquinho, mais um entre as centenas que existem nas ruas da Capital. Da outra, ficou só o pó de serra no chão. Ou seja, a árvore virou pó. E tem uma terceira, da qual só resta um pedaço de tronco inclinado, já escurecido, ao lado da qual foi plantada uma muda, que, felizmente, está sobrevivendo. Coisa rara de se ver, uma muda ao lado de um pedaço de caule daquilo que um dia era uma frondosa árvore. Porque o que a gente vê por aí é canteiro vazio de sobra.
Leia também:
“Parem de derrubar árvores”
Para Rodolfo Aureliano, a questão não “é só o indivíduo (a árvore em si)”. Observa que a planta poderia “até em tese estar minada de fungos, mas se olhar o tronco, vai ver que ele está sadio”. Mostra que discorda da “poda” exagerada no Recife, e que geralmente termina em morte das plantas. “A solução nem sempre é erradicar. Me parece que o erro está no contrato, que cobra caro para erradicar”. E salienta: “tratar é melhor do que cortar”. Também reclama do tamanho das mudas, ainda muito jovens, quando implantadas para para substituir árvores adultas. Como vocês sabem, a própria Emlurb confirma que 30 por cento dessas mudas não vingam mesmo. Para Rodolfo, as árvores barbaramente erradicadas representam uma “tragédia recifense”. Contra a motosserra insana, o #OxeRecife assina embaixo. #ParemDeDerrubarÁrvores #MotosserraInsana.
Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

Every day several trees are felled to make room for the “jungles of stone” that more and more invade the natural landscapes and nothing is done to remedy the damages caused.
Its function in nature is paramount for the assurance of human life. Each tree felled contributes to global warming and air pollution. According to Tatanka Yatanka, “When the last tree is cut, when the last river is polluted, the last fish is caught, then they will see that money is not eaten.”
They are destroying our trees, which give shade and comfort to people, it has to stop, our trees are part of us and we need them, there is no need to cut them but to wean and care to make them healthy and beautiful.