A campanha do #OxeRecife chega, hoje, à 170ª postagem contra o arboricídio que se observa nas ruas, jardins e praças da nossa querida cidade. E já somam 290 os registros de árvores tombadas pela ação da motosserra insana, aqui na campanha #ParemDeDerrubarÁrvores, que iniciamos desde 2017. Grande parte, mas grande parte mesmo das que foram erradicadas, não ganhou reposição. Ando diariamente pelas ruas da capital e, em minhas caminhadas diárias, o que mais vejo são caules decepados, principalmente nas calçadas.
A última que encontrei foi na Rua Sebastião Malta Arcoverde, no Bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. Como se pode observar pela espessura do caule, era uma planta adulta, cujos restos mortais jazem no mesmo local onde ela foi eliminada. Até o momento, nada foi plantado no seu lugar, para repor o bem que uma árvore faz à natureza. A destruição da planta já havia sido denunciada inclusive nos jornais locais. “Quais são as regras para arrancar árvores?”, indaga a cidadã Izabel Wanderley, em carta publicada no Jornal do Commercio. “Peço que a Emlurb responda”.
Aqui no #OxeRecife chovem protestos contra a política de arborização do Recife, que os leitores consideram equivocada. “O Recife está com um clima insuportável, muito quente. Faltam dois graus para atingir a temperatura do inferno”, afirma a leitora Maria Luiggi que teme que a “barreira” criada pela verticalização da cidade deixe o Recife ainda mais quente. Mari Barreto pede revisão da Lei 17.666/2010, que disciplina a arborização urbana do Recife. “Enquanto ela não for revista, esta cena (árvores erradicadas) será rotina, e a cidade terá cada vez menos áreas verdes e mais asfaltadas”.
O problema é tão grave, que já tem gente querendo fazer plantio coletivo no Recife. “Estou a fim de reunir um mutirão de voluntários para sair replantando novas mudas no lugar dessas decepadas, com preferência de nativas”, conclama Bradley Marques. E faz um apelo ao Blog: #OxeRecife: “continue mapeando as árvores derrubadas com os endereços”. Se depender de mim, caro Bradley, não vou parar. É uma forma de chamar a atenção da sociedade e das próprias autoridades para o descalabro que é essa matança de árvores aqui no Recife. Sinceramente, onde isso vai parar?
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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife
