Parem de derrubar árvores (162)

 Parem de derrubar árvores (162)

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Conhecida por ser um reduto de gatos abandonados, a Avenida Beira Rio  vem se tornando, também, local de árvores degoladas. Principalmente naquele trecho que fica entre a cabeceira da Ponte da Torre (à altura da Rua Visconde de Irajá) e a esquina da Rua Marcos André (que dá acesso à José Bonifácio). Como se não bastassem três árvores mortas que parecem ter sido atacadas por pragas, o que se vê ali  são nada menos de sete caules degolados (dois na praça e cinco entre a calçada e o manguezal)

Já estive na Beira Rio, esquina com a Benjamim Constant, onde moradores denunciaram que uma árvore havia sido sacrificada (Parem de derrubar árvores  154). Na verdade, pela análise inicial dos técnicos da Prefeitura, não só ela, mas como duas outras na calçada oposta, à margem do Capibaribe, parecem ter sido mesmo atacadas por pragas.  O laudo dos exames de laboratório, no entanto, não ficaram prontos. As folhas dessas três árvores secaram rapidamente, dando a impressão que teriam sido envenenadas por substância química, despejada por alguma alma sebosa. Moradores chegaram a denunciar o crime ambiental.  Vamos aguardar resultado das análises. Caso não tenham mais jeito, terão de ser erradicadas e, claro, substituídas. Mas quanto às outras… a degola aconteceu. Vejam só a situação, nas fotos abaixo:

Mas além das árvores doentes,  há duas outras guilhotinadas na Praça José Sales Filho, como foi abordado aqui no #OxeRecife (Parem de derrubar árvores 157).  Já do lado do Rio Capibaribe, na margem mesmo, a situação é crítica. Em minha caminhada matinal, dia desses, contei nada menos de cinco vítimas de arboricídio, entre a calçada e o manguezal. São plantas adultas que passaram pela sanha da motosserra insana, ou que foram sacrificadas por vândalos. Nenhuma delas teve reposição. Ou seja, só naquele pequeno trecho, somando as doentes (três), as oficialmente “erradicadas” e as vandalizadas, são  dez árvores perdidas. E depois… ainda tem gente se queixando das ilhas de calor cada vez maiores no Recife.

A Avenida Beira Rio tem tudo para ser um dos cartões postais do Recife: o Capibaribe correndo, jardins, bancos de praças (alguns improvisados pela própria população) e vegetação exuberante. No entanto,  as árvores estão morrendo naturalmente ou vêm sendo sacrificadas.O problema é que até se desenvolver, uma muda leva um longo tempo para desempenhar o mesmo papel da árvore adulta anterior sacrificada. E se nada é colocado no lugar do indivíduo que foi retirado, aí a coisa complica porque é uma menos para neutralizar a presença de poluentes no ar que a gente respira. Ou seja, com o verde, todo cuidado é pouco.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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