Parem de derrubar árvores (142)

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Os “fiscais” da natureza no Recife estão a toda. Atentos demais até. Mesmo no interior de um ônibus, que transitava pela Avenida Rosa e Silva, a assistente social Sofia de Paula Lopes conseguiu flagrar mais uma vítima de arboricídio na nossa cidade, onde o drama de nossas árvores começa a inquietar boa parte da população, a julgar pelo número de denúncias que nos chegam.

Sofia enviou para o #OxeRecife o registro desse tamborete aí, que fica “bem pertinho da esquina da Rua Conselheiro Portela”. Passei no domingo no local, e o toco permanece lá. Do mesmo jeito, mas preferi preservar a foto da leitora. Do jeito que ficou, desconfio que a árvore mutilada (da qual só restou mesmo um pedaço do caule) não tem como voltar a brotar.

Podas como esta, na Rua das Pernambucanas, deixa sem sombra pedestres e ciclistas e, às vezes, a árvore não resiste (LL)

Ela também se queixa de poda excessiva, como essa que vocês observam na fotografia, em frente, a uma unidade do Hospital Jaime da Fonte, na Rua das Pernambucanas, no bairro das Graças, onde de acordo com a leitora, as árvores têm sofrido com o exagero dos cortes. Infelizmente já vi aqui no Recife muitas árvores padecerem devido a podas radicais, que mutilam tanto as plantas, que as deixam sem chance de sobrevivência.

Residente nas Graças,  a leitora Laís Chousinho, também não está satisfeita com o que vem ocorrendo com as árvores do bairro. “Eu cheguei em casa, nas Graças, e estavam podando as árvores, em um lado em que nem passa a fiação”, reclama. E completa: “Parei,chocada, disseram que estavam só começando a poda”. Informa que, no dia seguinte, quando acordou, a bagaceira estava feita.”Não tinha mais quase nada, não acho que cresça mais nada nesse pequeno tronco, quase sem galhos que ficou”. Indaguei à leitora o endereço exato, mas não tive retorno. Em todo caso, não é difícil achar casos semelhantes, com esse aí na Rua das Pernambucanas (sobre a qual Sofia já tinha até se reportado), e  onde estive procurando o toco denunciado por Laís, que indaga: “Reclamar a quem e denunciar onde”? Boa pergunta. Até porque vem de órgãos oficiais, boa parte dessas “podas”, se é que assim podemos chamá-las.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Letícia Lins e Sofia de Paula Lopes (Cortesia)

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