Às vezes, a gente fica sem saber porque as árvores das ruas do Recife sofrem tanto. Como se não bastasse a agressão de vândalos e até de empresas – como foi o recente registro do caso da mangueira envenenada na Rua Tales Júnior – há marcas da ação da motosserra insana em esquinas, parques, jardins.
Há poucos dias, andando pelo Parque da Jaqueira, me defrontei com uma cena triste. Bem perto da igrejinha, uma árvore foi barbaramente degolada, e os cortes realizados na “poda” ficaram visíveis. A árvore já não tem mais galho nem folhas, e ninguém sabe se ela sobreviverá. Na minha cruzada contra o arboricídio, tenho visto com muita frequência árvores que não resistem a cortes tão radicais.

E terminam morrendo. Aconteceu na Rua da Alliança, na Desembargador Góis, na Avenida Parnamirim, na Rua Misael Montenegro, onde a guilhotina agiu, deixando apenas os troncos cortados das vítimas. Algumas resistiram, brotaram, mas a motosserra voltou e erradicou o resto. Muitas dessas ainda não tiveram reposiçã
Depois de achar um “tamborete” em uma viela em Santo Amaro (Parem de derrubar árvores 136), me defrontei com mais um sinal da ação da motosserra, ali bem pertinho, na Avenida Visconde Suassuna. A máquina agiu, fez o corte, mas a árvore resistiu bravamente e hoje dá sombra para uma ambulante que vende quentinhas no local. “Eu nem lembro a data, mas vieram aqui e serraram, mas não conseguiram derrubar a árvore”, comemora a mulher.
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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife
