Estava andando no domingo pelo Parque Amorim e parei para registrar mais um caso de arboricídio no Recife. O qual, aliás, não é novo. Já havia passado várias vezes pelo local, de carro ou ônibus, sem oportunidade de documentar.
Mas, agora, está aí, mas uma prova dessa equivocada política de arborização da nossa cidade. Uma árvore decepada, sem direito à reposição. O “tamborete” inclusive ainda possui, bem visíveis, a marca da motosserra insana. Ou seja, a ferida exposta.
“Tem ser humano que nem deveria nascer. Eles estragam o planeta”, desabafa Jurema Maria, em mensagem enviada do #OxeRecife, sobre os cortes abusivos, quando não a destruição mesmo das árvores do Recife. “Sempre uma tristeza, essa matança”, afirma Thelma Regina Linhares. Com mais esse exemplar, a conta aqui no Blog acusa soma de 201 árvores eliminadas de nossa paisagem. Com direito a registro fotográfico, data e endereço.
Algumas das vítimas de tentativas de “homicídio” (arboricídio) resistem, com o desabrochar de folhinhas, mas umas receberam um golpe mortal e estão até hoje sem reposição em nossas calçadas. Já registramos, várias vezes, estes casos, tão desoladores. Observadora atenta, Thelma refere-se à luta pela vida de uma árvore guilhotinada, sem dó, em rua do Recife. “Tadinha, tentando sobreviver. Resiliência, tomara que consiga sim voltar à vida”. E #OxeRecife não cansa de apelar: #ParemDeDerrubarÁrvores.
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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife
