Natureza: Parque Estadual de Dois Irmãos comemora o primeiro filhote de coruja-buraqueira

As denominações são muitas: coruja-caburé, caburé-de-cupim, coruja-do-campo, coruja-barata. Porém essa espécie aí da foto é mais conhecida como coruja buraqueira (Athena cunicularia). No Brasil, sua ocorrência é praticamente em todo o território, menos na Bacia Amazônica, embora também possa ser vista em caráter isolado na região. No Recife, alguns exemplares podem se observados no Parque Estadual de Dois Irmãos, que acaba de anunciar o nascimento de um filhote, justamente o bebezinho que aparece ali ao lado da mãe.

Como vocês sabem, é no interior do PEDI que fica o Zoológico de Dois Irmãos que mudou de orientação desde a gestão passada. Ao invés de ser um depósito de animais silvestres que serviam apenas para divertir os visitantes, hoje a preocupação principal é a conservação e preservação de espécies, principalmente aquelas encontradas em biomas brasileiros, incluindo os da nossa região, como a Caatinga e a Zona da Mata. A chegada da corujinha, portanto, reafirma a preocupação do PEDI em garantir reprodução de espécies ali abrigadas.

Durante muito tempo, havia apenas um indivíduo dessa espécie no Parque Dois Irmãos. Após a chegada de uma fêmea, ocorreu um processo de adaptação.  E, de maneira natural, os dois animais se reproduziram. Fato para se comemorar. “Todo nascimento aqui no parque é muito celebrado, pois a reprodução é um dos principais indicativos de bem-estar animal. Outro dado importante é o filhote ser cuidado pelos próprios pais, o que confirma que estamos realizando um bom trabalho com os animais sob nossos cuidados”, destaca o técnico do parque, Juvenal Damasceno.

Ao contrário de outras aves de rapina que têm hábitos noturnos, a coruja-buraqueira tem hábitos diurnos. E faz seus ninhos em cupinzeiros, buracos de tatu e ou até na areia, em regiões litorâneas. A espécie costuma cavar túneis de até dois metros e forrar o fundo com capim seco.  Após a postura do ovo, a fêmea realiza a incubação por um período de 28 a 30 dias. Já o macho tem a responsabilidade de prover alimento e proteger os futuros filhotes, além de cuidar do filhote durante o período que estão no ninho. Além do período de incubação, o novo indivíduo permanece por cerca de 44 dias no ninho após o nascimento.

Por isso, o Parque só conseguiu confirmar a reprodução recorrendo à utilização da tecnologia.
A equipe técnica instalou uma câmera em frente à toca e gravou as primeiras saídas do filhote. O nascimento da coruja-buraqueira, além de ser um forte indicador de bem-estar animal, é também uma oportunidade para aprender, por meio da observação, sobre o comportamento parental da espécie. Os registros de vídeo realizados no recinto servirão de base para que a equipe técnica adquira mais conhecimento sobre os primeiros dias de vida desses animais. O PEDI é administrado pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas-PE).

Abaixo, você confere o vídeo realizado pela Semas-PE, confirmando o nascimento da corujinha. E também links sobre outras aves de rapina.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto e vídeo: Semas- PE

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