Na caça ao voto, candidatos precisam aprender a separar o que é público e o que é privado

 Na caça ao voto, candidatos precisam aprender a separar o que é público e o que é privado

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A gente, que costuma andar muito a pé – como é o meu caso – se depara com cada uma, nesse tempo de caça ao voto. Esta cena da foto flagrei na Rua Dois Irmãos, bem pertinho da esquina com a BR 101, na Zona Norte do Recife, durante minha caminhada matinal.

A legislação eleitoral recomenda que esse tipo de propaganda fique em locais que não atrapalhem o direito de ir e vir do pedestre. E prevê, ainda, que as bandeiras com seus devidos suportes sejam colocadas em faixa estreita, preferencialmente junto aos muros para que não ocupe a calçada.

Afinal, calçada é espaço público para a população circular. Qual não foi o meu espanto, quando me defrontei com essa cena, ali onde fica a casa onde morou a lendária Dolores Salgado, figura da sociedade do Recife tão poderosa que chegou a receber na sua casa a visita de ninguém menos que Juscelino Kubitschek.

Candidato vê calçada como “propriedade particular”, e a isola com uma corda para colocação de bandeiras

O grande terreno chamado pela população local ainda hoje de Bebinho Salgado – que foi marido de Dolores – está com uma edificação em ruínas e tem o muro bem recuado. Porém em qualquer lugar e também no Recife, o espaço para fora a partir do muro é considerado área pública, calçada. Mas vejam só o que fez um certo candidato.

Dividiu a calçada em duas com uma corda em sentido paralelo ao meio-fio, colocou as bandeiras no meio da calçada e não nos cantos e ainda usou essa placa de “propriedade particular”. Assim mesmo, quase no meio da rua. Se esse cidadão que disputa mandato não sabe separar o que é necessário na temporada de caça ao eleitor, imagine quando chegar lá, nesses tempos de orçamentos secretos e em que certos políticos costumam misturar o público e o privado.

Aliás, as bandeiras mal colocadas atrapalhando o espaço público respondem pelo maior número de reclamações no TRE. Mas essas daí passaram do limite, não acham? Eu, hein….

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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife

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