Luciano Torres ganha prêmio internacional: botija, beato e besta-fera

 Luciano Torres ganha prêmio internacional: botija, beato e besta-fera

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Tem história para mexer mais com o imaginário popular do que aquela lenda urbana que trata de botija? Se tiver um fantasma no meio, uma assombração, melhor ainda. Geralmente a botija é um tesouro com riqueza que foi enterrado e esquecido por alguém. Ou melhor, esquecido, não. Geralmente o dono “morre” , não se conforma de não ter curtido a vida com a própria fortuna e sua “alma penada” sempre incomoda quem vem buscar a riqueza que ele acumulou.

E são tantas as versões que rolam na história oral, no cinema, nos cordéis que nem sabemos quantas são.   O que a gente sabe é que recentemente rolou mais uma, que terminou virando o filme A botija, o beato e a besta-fera. Filmado  com equipe local na cidade de Caruaru – a 130 quilômetros  do Recife – a produção acaba de conquistar mais um prêmio.  No último sábado, o ator caruaruense Luciano Torres (foto superior) venceu o prêmio de Melhor Ator no 1° Annual Mysuru International Film Festival, na Índia, por seu papel como beato no curta-metragem , que tem direção do estreante Túlio Beat, da Bacurau Cultural.

Histórias de botija e assombrações sempre mexem com o imaginário popular e são muitas as lendas sobre isso.

O festival contou com dezenas de produções internacionais e os vencedores foram anunciados no último sábado, numa grande cerimônia com cinema lotado, no Ramagovinda Rangamandira Theater, na cidade de Mysuru. Luciano Torres já havia sido indicado ao prêmio de Melhor Ator no Metropolis Film Festival na Lombardia, Itália, em agosto, pelo mesmo papel. O filme A Botija, O Beato e a Besta-Fera já havia  conquistado outros prêmios internacionais: Melhor Diretor Estreante (para Tulio Beat) e Melhor Filme de Monstro na Inglaterra, Melhor Roteiro na Ucrânia e Melhor Filme no Peru.

O filme conta a história de Beato, homem religioso que vive um dilema: ir atrás da botija e sucumbir à ganância ou se resignar na fé de dias melhores. Inspirado nas tradicionais histórias de botijas cheias de assombrações e na literatura de cordel, comuns no Nordeste brasileiro, A Botija, o Beato e A Besta-Fera mostra o Nordeste fantástico, ainda tão presente no século 21.

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Texto:  Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação/  Bacurau Cultural

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