Lembrete para que ninguém deixe de visitar a Exposição “Armorial 50”, no Museu do Estado

 Lembrete para que ninguém deixe de visitar a Exposição “Armorial 50”, no Museu do Estado

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Quem não foi, precisa ir. E logo… É que a Exposição Armorial 50, em cartaz no Museu do Estado de Pernambuco está chegando ao fim. A mostra, que nos conduz a uma verdadeira viagem pelo mundo mágico deste movimento – criado pelo escritor Ariano Suassuna – termina no dia 7 de janeiro. E é bom lembrar que nos dias 30 e 31 de dezembro, o MEPE estará fechado. E também no feriado de 1 de janeiro. Então, é bom correr, ou se programar a partir de 2 de janeiro.  Nesta semana, aproveitando as férias da meninada, levei três dos cinco netos para a expô. E fui como guia da meninada, lembrando a eles que, como repórter, entrevistei Ariano muitas vezes. E lhes contei algumas de suas divertidas histórias e também as preocupações que tinham com os destinos da nossa cultura, da nossa identidade. Henrique, César e Alice amaram a visita.

Os netos ficaram encantados com a filosofia do movimento, a estética, a abrangência. Antes de desembarcar no Recife, a exposição passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Campina Grande, com sucesso de público, pois atraiu mais de 300 mil pessoas. A entrada é gratuita, mas é necessário fazer reserva pelo Sympla. Eu esqueci de fazer, mas ao chegar lá a recepcionista da expô fez o cadastro na hora, com muita delicadeza. A visitação estava bem movimentada. Havia muita gente fazendo selfie na Onça Caetana, escultura gigante logo na entrada da mostra que tem chamado muito a atenção dos  visitantes. A onça é uma figura mística, que foi escolhida como grande anfitriã da exposição. A alegoria, muito presente no imaginário sertanejo e na obra do mestre Ariano Suassuna, tem mais de quatro metros e virou a queridinha do público.

A exposição consta de 140 obras de diversos artistas que aderiram ao Armorial ou que têm trabalhos que se identificam com o Movimento. Entre eles, o próprio Ariano, Miguel dos Santos, Francisco Brennand, Gilvan Samico, Aluísio Braga, Zélia Suassuna, Lourdes Magalhães e o mestre J.Borges, que era considerado pelo próprio Ariano como o melhor xilogravurista do mundo. Também há figurinos de filmes como o Auto da Compadecida, assim como adereços de manifestações populares como o Maracatu Rural, o Reisado e o Cavalo marinho. Também há vídeos, vitrines e painéis que contam não só sobre o Movimento Armorial mas a trajetória do próprio Suassuna, desde o nascimento (em 1927), a tragédia que marcou a família (com o assassinato do pai), a mudança parao o Recife, a carreira literária, a criação do Movimento Armorial (em 1970), as passagens por cargos públicos (incluindo Secretarias de Cultura), as Ilumiaras,  até a última aula espetáculo, em 2014, ano da morte do escritor, que deixou um grande legado para a cultura brasileira.

Visitar a Armorial 50 é entender melhor as tradições brasileiras em geral, e as nordestinas, em particular. É perceber como se produz uma arte erudita de qualidade, inspirada nas raízes mais puras da cultura popular nordestina e brasileira. Como lembrava o “guerrilheiro cultural” – como ele se orgulhava de ter sido assim classificado – qualquer cultura hoje considerada universal, “foi local um dia”. Segundo o escritor e poeta Carlos Newton Júnior, especialista na obra do Mestre, a Armorial 50 é  a maior exposição já realizada sobre o escritor. O patrocínio da Mostra é do Ministério da Cultura e da Petrobras, através da Lei de Incentivo à Cultura. A realização e idealização é da R.Godoy, com curadoria de Denise Mattar, e consultoria de Dantas Suassuna e Carlos Newton Júnior. A idealizadora e produtora da Mostra, Regina Godoy, faz um convite especial: “Venham visitar a exposição, conhecer a história e a obras desses artistas incríveis e se divertir aprendendo um pouco mais sobre esse movimento tão importante e que atravessa gerações impulsionado pelo poder da cultura popular, da arte e da genialidade de Ariano Suassuna, o grande idealizar do movimento armorial que segue encantando e inspirando tanta gente até hoje”.  Além da expô no Mepe, a iniciativa contou também com Espetáculos Petrobrás de Música Armorial  e Diálogos sobre Arte Armorial.

Mais informações sobre Ariano Suassuna, Movimento Armorial e cultura nordestina nos links abaixo.

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SERVIÇO
Últimos dias da exposição “Armorial 50”
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)
Quanto: gratuito
Ingressos no Sympla
Quando: Até 7 de janeiro de 2024
Horário de visitação
De terça a sexta-feira – 9h às 17h
Sábado e domingo – 14h às 17h
Feriado: O MEPE estará fechado de 30 de dezembro a 1 de janeiro.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Ilustração do Catálogo da Exposição Amorial 50

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