Festival “A Letra e a Voz” se rende a Miró

Hoje é dia de movimento cultural no Bairro do Recife. É que nessa sexta (24) tem início a décima sexta edição do Festival Recifense de Literatura A Letra e a Voz, que acontece no Boulevard da Rio Branco, onde ficarão estandes de livros, barraquinhas e auditório para os debates. Esse ano o evento é dedicado a João Flávio Cordeiro da Silva. Você sabe quem é? Eu também não saberia. Mas este é o nome de batismo de Miró da Muribeca, que é o grande homenageado do festival. Miró é um dos maiores nomes da chamada Poesia Independente de Pernambuco e sabe mostrar os encantos e as mazelas da cidade como ninguém. Por esse motivo, o tema da versão 2018 do Festival é A Cidade do Poeta e o Poeta da Cidade.

“Miró é um poeta que faz valer o conceito de que Literatura é igual à vida”, destaca o escritor e acadêmico Cícero Belmar, que no último sábado levou o poeta para um encontro com leitores na Academia Pernambucana de Letras. Miró, poeta mas também um grande contador de “causos”, claro, abafou. O evento na APL, no último dia 11, na verdade foi uma espécie de Pré-Festival. A cerimônia de abertura do A Letra e a Voz está marcada para 17h desse dia 24, mas às 18h, haverá um bate papo com Miró, conduzido pelo escritor Sidney Rocha. Às 19h, o já célebre Projeto Roda de Conversas da APL transfere-se para o Festival, com palestras de Cícero Belmar e Jorge Siqueira, com o tema Conhecendo mais e melhor o Recife.

Depois, tem autógrafos com autores da Coletânea Dênis Bernardes de Ensaios. No sábado, os eventos do Festival vão das 14h às 17h. Haverá oficinas com Clarice Freire (Poesia Visual), Fred Caju (Noções de diagramação e artesania editorial), João Lin (narrativas em quadrinhos) e Marcelino Freire (Narrativas breves e outras nem tanto). As inscrições ainda podem ser feitas por e-mail (aletraeavoz2018@gmail.com.br) ou na sede da Prefeitura,no horário comercial. Mas só na Secretaria de Cultura (décimo quinto andar). Informações pelo telefone 33558034. Às 18h, tem mesa de conversa com o tema É dos sonhos dos homens que uma cidade se inventa. Às 20h, é a vez de mesa de glosas, com cantadores. O evento se encerra só no domingo, com Festa do Livro (sebos, medidores de leitura, recitais, livros, etc) e Jam poético musical (com Amaro de Freitas, Bell Puã e Miró, na foto com a titular desse Blog (C) e a poeta Cida Pedrosa (E).

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Margarida Cantarelli/ APL/ Cortesia

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