Expô “Tereza Costa Rego-Sem concessões” inicia oficinas: “Cores que soam”

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Em cartaz até o próximo dia 21 de junho, na Galeria 1 da CAIXA Cultural Recife e bastante visitada – conforme pude constatar na última sexta-feira, em pleno feriado prolongado –  exposição “Tereza Costa Rêgo – Sem concessões” não se limita a receber o público para observação das obras. Ela deu origem a quatro outras atividades no local, a primeira das quais acontece nesse domingo (05/04), a partir das 15h: a Oficina “Cores que soam”, que é gratuita, e tem vagas limitadas a apenas 20 pessoas.

A Oficina é inspirada nos princípios da Neuroestética, campo que investiga como o cérebro percebe e responde às experiências artísticas. E convida os participantes a explorar as relações sensíveis entre imagem e som. Com base nos quadros da artista pernambucana, a atividade parte da ideia de que as cores podem evocar ritmos, timbres e atmosferas musicais, assim como a música pode despertar imagens, formas e movimentos no imaginário.

No terça (14/4), às 15h, mais uma atividade: a Oficina “Composição cromática”, que se inspira na obra “Apocalipse de Tereza”. Trata-sede um painel com 12 metros de largura (foto abaixo) produzido pela artista para comemorar seus 80 anos. Com a observação e análise da obra, os participantes serão introduzidos à regra de cores “60-30-10”, método que busca organizar as cores com equilíbrio visual, nas artes e no design. Além do conteúdo teórico, o encontro terá um caráter prático, finalizando com a produção de um painel artístico. Não é necessário ter experiência prévia em artes. A classificação indicativa é de 16 anos e serão disponibilizadas 20 vagas.

O Apocalipse de Tereza tem doze metros de comprimento e está inserido nas oficinas que a expô gerou

Na quarta (22/4), às 15h, o encontro “Tereza Costa Rêgo e o Modernismo pernambucano” propõe aproximar a trajetória da pintora ao contexto do movimento que floresceu na primeira metade do século 20, compreendendo a produção artística como um meio de preservação da memória, de resistência política e de construção da identidade cultural. A partir da observação de obras da artista e do debate coletivo, serão exploradas as relações entre arte, história e sociedade. Classificação indicativa de 16 anos, com 20 vagas.

Pensa que acabou? Acabou não. Tem mais. É que na quarta (29/4), às 15h, a oficina “Laboratório de Poéticas Visuais” promoverá uma visita guiada pela exposição de Tereza Costa Rêgo, com 20 vagas. Voltado ao público adulto, o encontro tem como objetivo estimular experimentações, práticas visuais e modos de traduzir pensamentos, sentimentos, indagações e sonhos em imagens, a partir da arte como espaço de expressão. A classificação indicativa é de 18 anos. É muito interessante que, ao contrário do que ocorria no passado, as exposições gerem discussões e oficinas em torno do trabalho do artista, das técnicas e da sensações pelas obras geradas.

“Cio dos Gatos” é uma das obras que serão revisitadas nas oficinas. Artista era apaixonada por felinos

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Divulgação / CAIXA Cultural Recife

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