Pelo jeito, a plantinha é complicada. De acordo com o meu amigo Fábio Cabral de Melo (Passa Disco) – que é amante das árvores, das flores e de todas as plantas, como eu – houve um equívoco, de minha parte, com relação à postagem Parem de derrubar árvores (141). Nela, são mostrados dois tocos, em uma calçada de rua arborizada, no Poço da Panela.
Fábio explica: “A poda dessa planta está certa. Depois de um certo tempo, é preciso arrancar todas as folhas antigas, para que nasçam as novas. Fazer isso é acelerar o surgimento de novas folhas”, diz o meu amigo que durante bom tempo dividiu-se entre a música e a área de consultoria e execução de jardins, setor do qual não consegue desligar.

Fábio inclusive cuida das plantas do condomínio onde reside, e também cultiva algumas que comercializa na sua Passa Disco, no Bairro do Espinheiro. Obrigada, Fábio, pela explicação. É que a gente vê tanto “tamborete” de árvores nas ruas, que o #OxeRecife fica já de olho. Esclarecido, pois o equívoco e peço desculpa aos leitores.
Agradeço a Fábio pela foto da espécie em questão que ele me enviou., e que eu julgava ser uma palmeira. Não é. A planta, por sinal, é linda. Os nomes populares são: cica, palmeira-cica, palmeira-sagu. “Apesar do nome e do aspecto, ela não apresenta parentesco com palmeira nem com samambaia. Pertence à Cicadaceae, uma família de plantas com características pré-históricas”. Quem entende é outra coisa.. Fábio acompanha a peregrinação aqui do #OxeRecife contra podas radicais que terminam contribuindo para o arboricídio registrado nas ruas do Recife.
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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife
