Diversão virtual para a criançada em tempos de coronavírus, de graça

Compartilhe nas redes sociais…

Nesses tempos de isolamento social devido ao coronavírus, e com as crianças já de férias compulsórias em suas casas, nada como lhes oferecer atividades divertidas. E que tal uma boa leitura? E não é preciso nem se preocupar com higienização de livro, porque a leitura é virtual.  Refiro-me à Continente Documento – Contos populares, edição digital da revista Continente, voltada para a meninada. E que chega em boa hora. Tudo de graça. A iniciativa é da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Para ler alguma das 20 narrativas, basta acessar o site www.acervope.com.br. E digitar alguma palavra chave. Nada que os pequenos não saibam hoje fazer, tão habituados que estão a manejar computadores, tablets, iPhones.

Tão antigos quanto os falares do homem (exímio feiticeiro nas artes de narrar), os contos foram selecionados pela jornalista e pesquisadora Maria Alice Amorim. São histórias divertidas, mágicas e medonhas para encantar filhos e pais (afinal, todo pai foi criança um dia). As histórias são acompanhadas de ilustrações no capricho, verdadeiro deleite para os olhos.  Alice é uma grande especialista em literatura popular e de cordel. E os contos por ela escolhidos para a revista passam de boca em boca, há várias gerações, em seis estados do Nordeste (Pernambuco, Sergipe, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte) e um do Sudeste (Rio de Janeiro). Tudo meio mágico, como a tradição popular da nossa região e daquelas narrativas que antigamente eram definidas como “de trancoso”.

Há  o cavalo da estrela de ouro na testa, a peleja entre três irmãos para conquistar o amor de uma jovem,  a neve que desvenda o segredo da cintura de pilão das formigas. E claro, não poderia faltar uma Maria Borralheira, que narra as desventuras de uma pobre órfã até encontrar o príncipe encantado. Tudo registrado com o jeito espontâneo de falar do povo. Dê, aos seus pequenos, a opção de ler alguns desses contos. E as escolha é variada, com gosto para tudo.

Os contos são divididos em seis eixos. Vejam quais são:  1-Borralho: A madrasta (Sergipe), João Borralheiro (Ceará), Maria Borralheira (Sergipe), O cavalo da estrela de ouro na testa (Pernambuco); 2- Animais: A onça, o veado e o macaco (Sergipe), A formiguinha e a neve (Bahia), O macaco e o moleque de cera (Sergipe), O urubu e o sapo (Pernambuco); 3- Riqueza: Margarida (Paraíba), O lenhador (Paraíba), Os três irmãos (Pernambuco); 4- EncantamentoA Moura Torta (Pernambuco),  Maria e o Peixe Encantado (Bahia), Cova da linda flor (Rio de Janeiro), O papagaio real (Rio Grande do Norte);  5- Anti-herói:  Uma das de Pedro Malazartes (Sergipe), João Grilo, o Treloso (Pernambuco); Estória de Camonge (Paraíba); 6 – Bruxaria: João e Maria (Ceará);  A mulher e a filha bonita (Rio de Janeiro). Com certeza, eles vão adorar.

Leia também:
O ato de ler é revolucionário
Litoral Sul ganha tenda literária
Sidney Rocha  preside Conselho da Cepe
O lado editor do escritor Sidney Rocha
Carlos Pena Filho: “são trinta copos de chope” e memórias no Museu do Estado
Joca e seus diálogos improváveis
Você tem fome de quê? De livros
Ditadura: a dificuldade dos escritores
Pensem, em 1964 já tinha fake news
Livro oportuno sobre a ditadura
Livro revela segredos da guerrilha 
Anco Márcio resgata a obra de Luiz Marinho
Tereza: uma mulher em três tempos
Miró estreia livro infantil
Clube da Leitura: livros com desconto
Compra de livros sem gastar tostão
Arruar mostra o Recife do passado
O dia que esqueci que sou repórter
Livro mostra os jardins históricos do Recife
O Recife pelas lentes de Fred Jordão
Carnaval: cinco séculos de história
Nação Xambá: 88 anos de resistência
Boa Viagem ao Brasil do século 17
O lado musical da Revolução de 1817
De Yaá a Penélope africana
Você tem fome de quê? De livros
“Rapaz da portaria” escreve 37 livros
Recife: pontes e “fontes de miséria”
Festival “A Letra e a Voz” se rende a Miró
Clube de leitura: livros com descontos
Alunos  fazem livros sobre 20 bairros
Conversa com Sidney Niceas na Academia
A desconhecida face de Sidney Niceas
“Enterrem meu coração na curva do rio”
Compra de livros sem gastar tostão

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Cepe / Divulgação

Continue lendo

Manuel Bandeira sofreu influência de poetas de língua inglesa? Livro responde

“Na Praça com Clarice, entre o amor e a selvageria” começa em Casa Forte

“Busca ativa” de leitores: Cepe leva livros a presídio, festivais, Expresso Cidadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.