Devastação na Mata Atlântica

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Esse povo não tem mesmo jeito. Haja mania de destruir a natureza. A agricultura é necessária, para produção de alimentos. Mas, claro, não deve ser praticada em áreas protegidas.  A Agência Estadual de Meio Ambiente acaba de constatar o desmatamento ilegal em duas áreas da Unidade de Conservação (UC) da Mata Engenho Água Azul, que fica na Mata Norte de Pernambuco. A devastação atinge a dez hectares, e área estava ocupada com cultivo de banana, uma das culturas mais comuns naquela  região.

Com a classificação Refúgio de Vida Silvestre (RVS), a Mata do Engenho  Água Azul é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Governo  do Estado em 2016. Ela abrange partes dos territórios de três municípios: Timbaúba, Vicência e Macaparana. É área remanescente da Floresta Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do mundo, e também um dos mais ricos em biodiversidade. O monitoramento será reforçado na região, bem como as ações de fiscalização da CPRH, em parceria com as polícias Civil e Militar.

Além de destruir a Mata Atlântica para plantio de bananas, agricultores iam vender lenha para fogueiras.

 

A operação de fiscalização durou três dias e foi feita em parceria com  Cipoma, Depoma, Delegacia de Tracunhaém e equipe de Meio Ambiente da Prefeitura de Timbaúba. Na ação, os agentes não encontraram os responsáveis. A ocupação e todo o cultivo foram destruídos. E as bananas apreendidas foram levadas em duas caminhonetes à Prefeitura de Timbaúba, de onde serão enviadas  para merenda escolar.

O monitoramento da região havia alertado para ocupações irregulares, o que motivou a ação. Na operação, também foram apreendidos mais de vinte metros de lenha irregular para uso em fogueiras juninas e 30 pássaros de diversas espécies, entre elas galo de campina, guriatã, trinca-ferro e canário. A lenha também foi levada à Prefeitura de Timbaúba e as aves foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (Cetas Tangara), da CPRH, onde serão reabilitados e depois devolvidos à natureza. Os autos de infração ainda estão sendo fechados.

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Texto: Letícia Lins/ #OxeRecife
Fotos: Cprh/ Divulgação

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