Depois daquele tombo (10)

Na Semana do Caminhar, vamos falar, mais uma vez de nossas calçadas, que não nos dão a chance de curtir a pé e em paz o nosso Recife. A reclamação vem da economista e poetisa Anita Dubeux, moradora da Boa Vista. Ela escolheu o bairro por ser central e por oferecer o conforto de ter tudo perto. Ali, resolve as pendências do dia andando: banco, padaria, farmácia, médico, comércio. Mas ela informa que está cada vez mais difícil caminhar pelo bairro. “As calçadas são tão esburacadas que, muitas vezes, o pedestre tem que caminhar pelo asfalto”.

Recentemente ela enviou ao #OxeRecife uma foto de calçada na Rua do Bosco, onde as quedas são frequentes, principalmente em frente a um supermercado de grande movimento.  “Já vi gente caindo com as compras, e frutas e verduras rolando pelo chão”, conta. Na Rua do Paissandu, no mesmo bairro, além de quebradas, as calçadas possuem obstáculos resultantes da desordem urbana, como a barraca vermelha da foto acima. “Pessoas gordas e cadeirantes não passam no espaço estreito entre o fiteiro e o muro”, diz.  Ela afirma que nesse inverno, ao pedestre só restam duas opções: “andar pelo asfalto ou se molhar na calçada, porque não há espaço para abrir  o guarda-chuva”. Afirma ser “inacreditável” que no centro do Recife haja “calçadas de terra batida”.

Anita sempre residiu na Boa Vista. E está triste com a degradação do bairro. “Escolhi o bairro porque é central, tem um bom comércio e resolvia tudo perto de casa. Depois houve descentralização e muita coisa migrou para Boa Viagem, na Zona Sul. Mesmo assim ainda acho bom residir aqui, porque resolvo tudo que preciso sem grandes deslocamentos. Os problemas do bairro são mesmo as calçadas”, diz. “Na Avenida Conde da Boa Vista está difícil andar, por conta do excesso de ambulantes. Na Paissandu e na Dom Bosco – duas vias importantes do bairro – as pessoas estão achando mais seguro andar pelo asfalto, disputando espaço com os carros, do que enfrentando os buracos das calçadas”, denuncia.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Anita Dubeux (Cortesia)

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