Covid-19 “cai” mas não dá para relaxar: PE ultrapassa barreira dos 160 mil casos

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A Secretaria de Estadual de Saúde informou que a ocupação média de leitos para a Covid-19 encontra-se abaixo de 60 por cento no estado, bem menor – portanto – do que a taxa de 93 por cento registrada entre maio e junho, no pico da pandemia. Essa estabilidade, no entanto, não é motivo para relaxar, segundo adverte a SES.  Até porque os exemplos de uma segunda onda da pandemia – como vem ocorrendo na Europa – estão aí para que sirvam de lição.

Nessa terça-feira, por exemplo, Pernambuco ultrapassou a barreira de 160 mil pessoas infectadas pela Covid-19. Boletim divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde informa que o estado atingiu 160.344 pessoas que foram infectadas pela doença, 878 das quais nas últimas 24 horas. No período, foram confirmados onze novos óbitos em laboratório, elevando-se para 8.575 o número de vidas perdidas para a pandemia. Pelo que se tem visto nas campanhas eleitorais, sinceramente, dá para supor que pode vir um descontrole por aí.

Falta de isolamento social e aglomerações políticas são risco de contágio da Covid-19.

Também há praias lotadas, nos finais de semana. Muita gente andando nos calçadões, parques e no comércio central sem máscaras. “Precisamos reforçar que os próximos passos dependem da atitude de cada um de nós, porque o vírus continua circulando”, alerta o Secretário Estadual de Saúde, André Longo. “Por isso, para não termos mais mortes e uma volta da ocupação hospitalar, cada um precisa fazer sua parte, usando máscara, lavando as mãos com frequência e praticando o distanciamento social, evitando aglomerações”.

Essa última recomendação, no entanto, está difícil de ser cumprida, inclusive por parte dos políticos que encontram-se na guerra pela caça ao voto. Hoje, a rede pública de saúde conta com 1.723 leitos voltados no estado exclusivamente para pacientes confirmados ou com suspeita de Covid-19. Destes, 790 são de UTI. No auge da pandemia, Pernambuco chegou a ter 2.088 vagas abertas pelo governo estadual, destinadas ao enfrentamento do coronavírus. Mas segundo a SES a redução ocorre tanto nos hospitais públicos quanto nos privados, como o Português. O relato de uma enfermeira a uma  ex-paciente, no entanto, mostra situação preocupante em um outro hospital da rede particular. “Parece um estado de calamidade, Covid-19 voltando com toda a força. Na manhã do domingo, houve entrada de seis pacientes que foram para a UTI. À tarde, entraram mais 17, também precisando de UTI”. Informou que, na noite da segunda, quando chegou para o plantão, havia 30 novos pacientes. Ou seja, coronavírus não está para brincadeira.

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Texto: Letícia  Lins/ #OxeRecife
Fotos: Acervo #OxeRecife

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