COP30: governo estadual, UPE, UFPE e Rede Gera contra racismo ambiental

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O governo estadual, duas universidades – UPE e UFPE – e mais a GERA (Rede de Governança para enfrentamento do Racismo Ambiental) – acabam de firmar importante convênio, durante a COP30, que acontece em Belém. O acordo institucionaliza um modelo pioneiro de governança climática de base, com foco em monitoramento participativo, inovação tecnológica e enfrentamento ao racismo ambiental, marcando um novo capítulo nas políticas públicas de adaptação justa no país. A Governadora destacou o compromisso do estado com políticas ambientais inclusivas.

O convênio PerifaClima prevê investimento superior a R$ 2 milhões para expandir ações de monitoramento climático participativo e inovação socioambiental nas periferias da Região Metropolitana do Recife, em Pernambuco. A parceria reúne recursos públicos, acadêmicos e filantrópicos, e é considerada o primeiro acordo estadual de enfrentamento ao racismo ambiental com base comunitária, integrando tecnologia social, pesquisa e políticas públicas. O projeto nasceu de uma série de experiências exitosas conduzidas pela Rede GERA em Pernambuco, mutirões de escuta comunitária, hortas e cozinhas solidárias, formações de letramento climático e o desenvolvimento de tecnologias de prevenção a desastres e mapeamento participativo de áreas de risco.

O acordo beneficia principalmente o Recife. Na quarta-feira, o Prefeito João Campos e a Ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, haviam assinado um acordo para utilização de radar metereológico no Recife, que beneficiará também toda a Região Metropolitana, na prevenção de desastres naturais. Segundo o IBGE e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), 47% dos domicílios do Recife estão em áreas de risco. As chuvas de 2022 deixaram mais de 120 mortos e 9 mil pessoas desalojadas, e o Atlas de Desastres Naturais (2023) aponta o Nordeste como responsável por 38% das perdas humanas em desastres urbanos no país. A Rede GERA afirma que, diante desses números, pode-se dizer que crise climática é também uma crise social e racial.

Entre as iniciativas apresentadas na COP30 encontram-se: Tecnologia socioambiental da UFPE, premiada pelo Programa Periferia Viva do Ministério das Cidades, que integra mapeamento de risco, prevenção de desastres e mobilização comunitária. Também a  Startup Ih, Alagou, desenvolvida por jovens periféricos, selecionada e investida pelo edital Desafios.Gov da FACEPE e SECTI-PE, com sensores de monitoramento de alagamentos e deslizamentos em tempo real implantados em Olinda e em expansão para toda a RMR através da parceria com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil de Pernambuco.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação

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