“Centro Popinho” é implantado para acolher crianças em situação de rua no Recife

Centro Popinho. É assim que foi batizado o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), voltado exclusivamente para acolhimento de crianças com idades entre sete e onze anos, que estejam desacompanhados dos pais ou responsáveis. O Popinho será inaugurado na sexta (6/10) e fica na Rua Bernardo Guimarães, 428, no bairro de Santo Amaro.

O objetivo do novo equipamento é contribuir para a redução de crianças e adolescentes que fazem da rua local de moradia, ou que estão em situação de abandono. Além disso, o atendimento também pretende fortalecer a construção da autonomia e contribuir para o rompimento do ciclo de violência doméstica, familiar ou comunitária. O acompanhamento sócio-familiar será realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por arte-educadores, pedagogos, assistentes sociais e psicólogos, garantindo a construção do Plano Individual de Atendimento, baseado no direito à convivência familiar e comunitária.

Na política pública da Assistência Social, o objetivo de um Centro Pop é ser um espaço de referência para o convívio grupal, social e o desenvolvimento de relações de afetividade, respeito e solidariedade.  “O serviço faz parte da Proteção Social Especial de Média Complexidade e busca realizar escuta qualificada dos usuários para compreender contextos individuais, criar vínculos e elaborar um plano de acompanhamento, com atendimentos contínuos que podem fortalecer e resgatar autonomia e autoestima do usuário”, informa a Prefeitura..

O serviço realizado nos Centros Pop complementa o trabalho das equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social (Seas), que realiza abordagem e busca ativa, identificando a incidência de situação de rua, trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes, entre outras situações de vulnerabilidade. O Seas é composto por pelo menos 40 educadores sociais que atuam nos três turnos diariamente em todos territórios da cidade.

Leia também
Censo mostra 1.806 pessoas em situação de rua no Recife, das quais 80 por centro são negros
Pobreza e população em situação de rua tomam conta da Avenida Conde da Boa Vista 
Abrigos se transformam em guarda volumes da população de rua
Moradores de rua podem ser hóspedes da rede hoteleira
Nada menos de 77 por cento das crianças e adolescentes de Pernambuco vivem na pobreza
FPI: A despedida vida no lixão
Ong Afetos opera mudanças em comunidade rural de Ibimirim
A mentira da fome e a realidade do lixão que comoveu o Brasil
Bairro de São José: O Haiti não é aqui
Pernambucano Thiago Lucas integra projeto internacional sobre a Covid-19
Fome só faz se agravar. E o Recife?
Fantasma da fome virou pesadelo real
Coronavírus traz fantasma da fome
O alerta da  pandemia: “Estou com fome”
Entre a cidadania e o retrocesso: Vacina no braço comida no prato
Ceará: comida para quem tem fome
Pandemia: a fome tem pressa
Fome, tortura, veneno e maniqueísmo
FPE: A despedida da vida no lixão
Adultos e crianças: A vida no lixão
Fome no Brasil é uma grande mentira?
Ação contra a fome no metrô
Ação de cidadania para Natal sem fome
População de rua cresce na pandemia
População de rua e restaurante popular
Por um Recife com igualdade social e ruas sem lixo
Quitinete para morador de rua
Vida na rua, praça, rede e droga
População de rua ganha banhos e conserto de bicicleta
Pobre Recife. Será que isso vai mudar?
A voz do eleitor: Quero um Recife onde pobre não seja tratado como animal
Brechó: Casas para a Entra Apulso
Projeto Ação prepara Festa natalina
Palafitas vão ganhar live a partir de barco: “O rio vai pegar fogo”
Vem mais veneno por aí nos alimentos
O grito dos excluídos e excluídas
Thiago Lucas: Morte e Vida Severina e a Geografia da Fome Brasil 2022

Texto:  Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Wagner Ramos / PCR

Continue lendo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.