Casos de dengue crescem 473,6 em Pernambuco mas “piscinas” do mosquito somam muitas

 Casos de dengue crescem 473,6 em Pernambuco mas “piscinas” do mosquito somam muitas

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Assim fica difícil. O que não falta chegar aqui no #OxeRecife e em outros veículos de comunicação é denúncia contra a displicência e omissão em condomínios, construtoras, cobertas de quiosques na praia e de abrigos de ônibus, e até mesmo de hospitais, todos com água acumulada, o que pode ajudar a inflar os números das arboviroses. “Piscinas” como as da foto acima transformam-se em criadouros do mosquito da dengue, Zika e Chikungunya e contribuem para disseminar doenças transmitidas pelo “Aedes aegypti”.

Todo cuidado é pouco, pois os casos prováveis da dengue em Pernambuco já chegam a 9.505, o que  representa um aumento de 473, 6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Os casos confirmados  somam  730 no estado, sendo que nove são definidos como “graves”. Olhem bem as fotos acima. Elas circulam nas redes sociais, em grupos de moradores de Casa Forte e Poço da Panela. As obras paradas desse condomínio na esquina das ruas Luiz Guimarães com Marquês de Tamandaré, no Poço, mostram o tamanho do descalabro. Aparentemente, cada imóvel do condomínio tem uma “piscina”, mas a construção parou e a água…. acumulou.

“Piscinas” em canteiro de obras paradas da Haut viraram motivo de preocupação para moradores do Poço

Não sabemos se  os reservatórios seriam mesmo piscinas privativas de cada unidade residencial, ou se em “piscinas” se transformaram devido à paralisação dos serviços. Moradores de prédios vizinhos mostram que a água acumulada está em todos os imóveis, e que nem os dias de sol são suficientes para evaporá-la. A construção vinha sendo tocada pela Haut, mas ao que parece a empresa paralisou os serviços. Ou pretende passá-los adiante. Há alguns dias, o #OxeRecife mostrou o caso de uma coberta de hospital privado, em Casa Forte, que tem água acumulada todos os dias. Chova ou faça sol. No caso do condomínio abandonado do Poço da Panela, moradores informaram à noite que agentes de saúde colocaram produtos para evitar proliferação do mosquito nas “piscinas”.

O Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde aponta, no momento, 16 municípios que apresentam alta incidência de casos de dengue. São eles: Araçoiaba, Chã de Alegria, Fernando de Noronha, Quipapá, Riacho das Almas, Camocim de São Félix, Garanhuns, Belém do São Francisco, Terra Nova, Verdejante, Lagoa Grande, Exu, Granito, Ingazeira, Calumbi e Itaquitinga. Neste caso, o MS considera alta incidência quando as notificações estão acima de 300 casos prováveis por 100 mil habitantes.

O Boletim 11 das Arboviroses traz ainda que seis Regionais de Saúde estão em média incidência: IV (Caruaru), V (Garanhuns), VII (Salgueiro), VIII (Petrolina), X (Afogados da Ingazeira) e XII (Goiana). Neste mesmo período, dois óbitos suspeitos foram descartados. Outros 17 óbitos notificados para as arboviroses seguem em investigação, pois os sintomas das referidas doenças podem ser confundidos com um conjunto considerável de outras patologias. Após a investigação, todos os óbitos são discutidos em comitê para confirmar ou descartar os registros.  O Boletim 11 mostra que a Chikungunya apresenta 1.943 casos prováveis, tendo incidência de 21,4 por 100 mil habitantes. Até o momento, 131 casos foram confirmados. Já a Zika, que não apresenta circulação há alguns anos no Estado, tem 184 casos prováveis, sem nenhuma confirmação. Na capital pernambucana, as denúncias podem ser feitas no conectarecife.pe.gov.br

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Serviço:
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a fiscalização de focos de mosquito Aedes aegypti é realizada pelas equipes de Vigilância Ambiental dos municípios. A orientação é que o cidadão busque informações diretamente com a Prefeitura ou Secretaria Municipal de Saúde. No Recife, é só entrar no ConectaRecife e seguir o caminho indicado para denúncias sobre dengue. Alguns moradores do Poço da Panela, no entanto, relatam dificuldades para apontar esses focos. “Tentei denunciar no Conecta Recife, mas o sistema não aceita as ruas Marquês de Tamandaré e Luiz Guimarães”, disse uma moradora, que colocou a mensagem em vários grupos, para ver se em um deles há alguém da prefeitura que possa socorrer o bairro diante de tal risco.

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Redes sociais de moradores do Poço da Panela

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