Casinhas: Paciente que teve Covid-19 desenvolve “Fungo Negro”

 Casinhas: Paciente que teve Covid-19 desenvolve “Fungo Negro”

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Mais uma preocupação na já conturbada crise sanitária vivenciada pelo país. Paciente com diagnóstico confirmado de Covid-19 foi internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz com infecção por murcomicose, quadro conhecido popularmente como “fungo negro”. Ela é moradora de de Casinhas (foto), município situado no Agreste do estado, a  132 quilômetros do Recife. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde. No Brasil, foram registrados 29 casos em 2021, quatro dos quais associados à Covid-19.

A paciente de Pernambuco tem 59 anos, teve Covid-19 em março, além de ter desenvolvido, em seguida, uma pneumonia bacteriana. A Secretaria Estadual de Saúde notificou o Ministério da Saúde sobre o caso e investiga a possível associação com o novo coronavírus. A paciente já está curada da Covid-19, mas no tratamento, apesar de não ter sido hospitalizada, fez uso de antibiótico e corticóides. Ela é diabética, hipertensa, asmática e obesa, e está internada em enfermaria no Huoc, desde a última sexta-feira (04/06),consciente e com quadro de saúde estável. Antes da admissão no hospital universitário, ela passou por outros serviços, tendo, inclusive, realizado procedimento cirúrgico na região afetada – boca. A infecção por murcomicose foi confirmada por meio de exame histopatológico.

“No caso da paciente, ela possui fatores de risco clássicos para infecção por esse fungo e a associação com a Covid-19 ainda está sendo estudada, visto que a infecção veio a acontecer trinta dias após os sintomas da Covid e quando já estava curada. Essa paciente já está recebendo o tratamento medicamentoso, já foi submetida a uma cirurgia, que fez a maior parte da higiene cirúrgica para a retirada desse fungo. No entanto, ainda vai ser submetida a outras investigações por imagem e reavaliações com especialistas, visto que a paciente ainda tem alguns sintomas característicos da presença desse fungo no nariz e nos seios da face”, afirma o infectologista do Huoc, Thiago Ferraz.

O chefe do setor de doenças infectocontagiosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, o infectologista Demetrius Montenegro, ressaltou que a doença ocorre em pessoas com baixa imunidade e que a diabetes é uma comorbidade de risco tanto para Covid-19 quanto para a infecção fungíca. Ele disse que a murcomicose é uma doença já conhecida, que ocorre em todo o mundo. Apesar da gravidade, a doença não passa de uma pessoa para outra e o diagnóstico precoce é o mais importante, para evitar a necrose dos tecidos infectados pelo fungo. “A paciente continua sendo tratada e avaliada para que possamos ver a necessidade de intervenções cirúrgicas futuras”, afirmou. Frisa-se que nenhum dos contatos próximos ao caso apresentou essa doença fúngica, que não representa nem risco aos familiares nem à comunidade. No Brasil, neste ano, já foram notificados 29 casos da mucormicose, dos quais pelo menos quatro são investigados pela associação com a Covid-19.

A mucormicose é uma doença conhecida há mais de um século, causada por fungos da ordem Mucorales, que têm dezenas de espécies e que existem por toda a parte. Assim como outros fungos potencialmente inalatórios, afeta comumente pacientes com o sistema imunológico debilitado, podendo acometer nariz e outras mucosas. Os sintomas variam de acordo com a localização da infecção. Nos pulmões, pode haver tosse, expectoração e falta de ar. Na face e nos olhos, pode ocorrer vermelhidão intensa e inchaço.  A causa dessa enfermidade é a inalação dos esporos dessas espécies de fungo, que estão normalmente presentes no ambiente, com destaque para locais com matéria orgânica em decomposição no solo, plantas, excrementos de animais e outras.

Casos são raros, mas não são inusitados. Estão mais vulneráveis a essa doença fúngica, principalmente, os imunodeprimidos (idosos, diabéticos, pacientes oncológicos, transplantados, casos de Aids não controlada, pessoas em tratamento quimioterápico e/ou com uso de corticóides). O tratamento para a doença depende do avanço da infecção e inclui remoção cirúrgica dos tecidos necróticos e uso de drogas antifúngicas de uso intra-hospitalar.  O diagnóstico, após a suspeita clínica, é feito com biópsia do local afetado para microscopia e cultivo.

Conforme o site da Prefeitura de Casinhas, o município tem 313 casos confirmados de Covid-19 e dez suspeitos. Informa, ainda,que 343 foram descartados, que 289 pessoas estão recuperadas, 159 estão ativos e que houve nove óbitos devido à doença. Em Pernambuco,  o boletim da Secretaria Estadual de Saúde informa que foram registrados 1.249 novos casos da Covid-19 nesta segunda-feira (7/6). Ou seja, Pernambuco ultrapassa, assim, a casa dos 500 mil infectados pelo coronavírus.  São 500.821 pessoas que tiveram a doença. Também foram confirmados 65 óbitos, subindo para 16.357 as vidas perdidas para a pandemia no estado.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Prefeitura de Casinhas / Internet

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