O dia mal amanhece, e tem muita gente já programando a noite da sexta-feira. E essa sexta promete, pois está pipocando festa em todo lugar. Para quem está “liso” (sem dinheiro), uma boa dica é buscar o que acontece nas ruas, onde a festa é de graça, ao contrário das que ocorrem nos clubes. Uma das pedidas é o último acerto de marchas de blocos líricos que acontece a partir das 19h no Pátio de São Pedro.
Para começo de conversa, vejam só quem vai chegar por lá: o Bloco das Ilusões e o Pierrot de São José, duas agremiações muito tradicionais com presença obrigatória na maior festa popular do Recife. Também marcam presença: Sonho e Fantasia, Flor de Camará, e Damas e Valetes. Quem prefere o Bairro do Recife ao invés do Santo Antônio (onde fica o Pátio) vai se defrontar com o som das alfaias dos maracatus.
É que a partir das 19h, na Rua da Moeda, começam os batuques de três Nações: Aurora Africana, Raízes de Pai Adão e Almirante do Forte. É o Tumaraca. Esse era o nome utilizado por Naná Vasconcelos, para definir os ensaios coletivos dos maracatus, que tradicionalmente eram por ele regidos no Sábado de Zé Pereira, durante a abertura oficial da maior festa popular do Recife. Com a morte de Naná, os maracatus se apresentarão, com regência coletiva. Nos clubes, com entrada paga, hoje tem bailes na AABB (Bloco da Saudade), no Internacional (I love Cafusu) e no Clube Português (Siri na Lata).
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Texto e foto: Letícia Lins / #OxeRecife
