Quando o carnaval se aproxima, todo mundo coloca o bloco na rua no Recife. Até mesmo entidades públicas – repartições, fundações, hospitais – entram no clima. Aproveitam as multidões dos dias de folia, para que possam atingir um objetivo dando cada qual o seu recado. Ou seja, não basta cair no frevo. É preciso passar uma mensagem. São os blocos institucionais. Alguns exemplos: “Nem com uma flor”, “Mamãe eu quero mamar”, “Bloco da Folia” , “Quem não virou, virará“, que vai desfilar no Recife Antigo, no dia 7 de fevereiro.
O “Quem não virou, virará” é formado por servidores do Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco. E tem um objetivo bem preciso, que passa longe das multidões do carnaval: alertar sobre a importância do reposicionamento do paciente no leito, prática fundamental para a prevenção de lesões por pressão, como são chamadas aquelas provocadas pelo peso dos ossos em tecidos moles ou na pele, quando os pacientes ficam por longo tempo confinados a um leito. Geralmente esses ferimentos são chamados de escaras. Nesse caso, quando no hospital, enfermeiros devem sempre virar o paciente. Em casa, os familiares devem fazer o mesmo com frequência, para evitar que se formem essas feridas. O nome do bloco já avisa: “Quem não virou, virará”. Sem escaras, o sofrimento do paciente é menor. E menor, também, o risco de contrair infecções no ambiente hospitalar.
Fundado em 2018, o bloco adota como tema “Carnaval do Interior” em 2026. E vai unir música, cores e informação em saúde. O primeiro desfile será realizado no Recife Antigo, com concentração na Igreja Madre de Deus, a partir das 16h, em 7 de fevereiro. O segundo evento acontece no HC, com início na UTI Adulto, a partir das 8h30 do dia 11 de fevereiro. O bloco tem como objetivo principal alertar sobre a importância do reposicionamento do paciente no leito, prática fundamental para a prevenção de lesões por pressão.
Alguns exemplos de blocos institucionais, com fins humanitários. “Nem com uma flor”, da Secretaria da Mulher do Recife, que tem fins educativos contra o machismo, a violência de gênero e o feminicídio. “Mamãe eu quero mamar“, do IMIP, que surgiu para estimular o aleitamento materno. Outro, curioso, é o “Bloco da Folia” , que reúne profissionais de saúde e pacientes psiquiátricos do Hospital Ulysses Pernambucano, popularmente conhecido como Tamarineira. A agremiação almeja socializar os atendidos na instituição. Outra agremiação curiosa é “Doutor, a Bolsa Estourou “. Criado pela Adusseps (Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde), o bloco ironiza a morosidade do atendimento na saúde pública e nos planos privados.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: UFPE / Divulgação
