Autoajuda, ficção e bicho-papão

Vejam quanto amor aos livros. Há mais ou menos oito anos, Cícero Belmar (o mais novo imortal da Academia Pernambucana de Letras), Raimundo de Morais, Clayton Cabral, Gerusa Leal e Lúcia Moura sempre se reúnem, em uma oficina permanente de Literatura. Como na época em que o grupo se formou, os livros de autoajuda estavam na crista da onda, eles resolveram apelar para a ironia. E passaram a chamar o próprio grupo de AutoAjuda Literária.

“Como íamos nos autoajudarmos, veio a proposta para nos chamarmos de AutoAjuda Literária”, diz Raimundo. O grupo não tem sede, mas se encontra a cada quinzena, geralmente no bairro das Graças, onde Lúcia reside. “Nós nos encontramos para produção de textos, discussão sobre atualidades literárias, análise de livros e muitas oficinas entre nós”, conta Belmar. O grupo já lançou um livrinho de pequenos contos (Mosaico) e um segundo, com dicas de escrita para jovens (Escrever Ficção Não é Bicho Papão).

Esse último foi lançado no ano passado, com recursos do Funcultura, porém por um selo independente, o Edições Geni. Amanhã, sexta, eles estarão no Festival Palavra Cifrada, que agita o Recife  até domingo. Às 19h20, falam sobre “Escrever Ficção Não é Bicho Papão”. Anotem aí: será no Teatro Arraial, na Rua da Aurora, 457, Boa Vista. Ninguém pode perder esse bate-papo que será conduzido por Bruno Piffardini.

“Vamos falar da nossa experiência, dizer quem somos, como trabalhamos, essas coisas”, diz Cícero, simples assim, como ele realmente é, apesar de ter uma obra de peso. Depois, para encerrar, vai ter um show de Alex Gutierres, a partir das 20h15. Ou seja, o Auto-Ajuda vai ter menos de uma hora para falar. Então, ninguém pode faltar. Pensem numa gente boa, esse pessoal…

Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação / Nós Pós

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