Poucas pessoas sabem disso. Mas o Recife abriga uma ampla diversidade de práticas de agricultura urbana, como hortas comunitárias, quintais produtivos, cozinhas solidárias, projetos agroecológicos, coletivos de compostagem e ocupações produtivas. E este foi o motivo pelo qual a cidade foi escolhida para sediar o 2º Encontro Nacional de Agricultura Urbana (ENAU), que acontece a partir dessa quarta-feira (30/7) na sede da Fiocruz Pernambuco, na Cidade Universitária.
Com o tema “Cidades que plantam! Agriculturas urbanas na luta contra fome e por justiça climática”, o encontro reunirá mais de 200 participantes de todo o país para fortalecer redes, articular o movimento e trocar conhecimentos sobre políticas públicas, agroecologia, soberania alimentar e justiça climática. A reunião é impulsionada pelo Coletivo Nacional de Agricultura Urbana (CNAU) que congregará agricultoras(es), pesquisadoras(es), coletivos, redes, movimentos sociais e gestores governamentais de todo o país em torno de experiências e saberes que reinventam as formas de viver e cultivar nas cidades.

O ENAU é um marco importante para fortalecer a recém criada Política Nacional de Agricultura e Periurbana. Essas experiências são articuladas por meio da AUP-RMR (Articulação de Agricultura Urbana e Periurbana da Região Metropolitana do Recife), uma rede plural de saberes, práticas e lutas que se consolida como referência no enfrentamento às desigualdades socioambientais e na promoção da soberania alimentar nos centros urbanos. A realização do ENAU na Fiocruz Pernambuco acontece em parceria com a Coordenação de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (CAAPS) da Fiocruz PE e reafirma uma perspectiva que integra saúde, ambiente e práticas alimentares saudáveis e sustentáveis.
“A agricultura urbana é também uma forma de cuidar da saúde do corpo, do território e das relações. Ao cultivar alimentos nas cidades, promovemos alimentação saudável, prevenimos doenças, enfrentamos a fome e fortalecemos os vínculos comunitários”, destaca a coordenadora da CAAPS, Naíde Teodósio. Ao sediar o evento, a Fiocruz reafirma seu compromisso com as pautas da justiça ambiental, climática e social, reconhecendo a potência das agriculturas urbanas como formas concretas de resistência frente às crises que atravessam os territórios periféricos e urbanos.
Criado como um espaço nacional de articulação, o Encontro Nacional de Agricultura Urbana reúne diferentes atores que constroem a agroecologia nas cidades brasileiras. Em sua segunda edição, o evento reforça a importância de repensar o uso e a ocupação dos espaços urbanos, colocando a produção de alimentos e o cuidado com a vida no centro do debate sobre o futuro das cidades. A programação contará com seminários temáticos, rodas de conversa, oficinas, intercâmbios para conhecer experiências locais, apresentações culturais e uma feira agroecológica com produtos vindos de diferentes territórios urbanos.
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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: André Biozotti – Enau e Divulgação

Muito importante o tema da Agricultura Urbana.Importante ocupar espaços urbanos como forma de garantir soberania alimentar e reduzir desigualdades sócio ambientais .
Práticas como cozinha solidária,hortas comunitárias,projetos agroecológicos fortalecem a importância de discutir o uso do solo numa perspectiva mais ampla,colocando a produção de alimentos em áreas urbanas como forma de reduzir a carência alimentar enquanto oferece uma produção baseada na sustentabilidade e do fomento de uma alimentação saudável.