Ação “Refloresta” já plantou 6 mil mudas em menos de três meses em PE

Tem gente que nem sabe disso. Mas silenciosamente a nossa devastada cobertura vegetal começa, pouco a pouco, a ser recuperada. É que nesse Dia de Proteção às Florestas, não custa nada lembrar o esforço que está sendo feito para repovoar a caatinga e a Mata Atlântica no nosso estado. Os dois biomas sofrem forte pressão antrópica. E, no caso da caatinga – que se estende pelo Agreste e Sertão – há áreas tão degradadas no Semiárido que já encontram-se em processo de desertificação.

Como se sabe, a caatinga é um bioma exclusivo, único no mundo, e que só existe mesmo no Nordeste brasileiro. Portanto, temos mais é que preservá-lo. Porém, a extração de lenha para alimentar fornos de calcinação na área de produção de gesso (Sertão) e até mesmo de padarias é muito grande.  Na Mata Atlântica, a situação também não é fácil. No Brasil, só restam 13 por cento da cobertura original. Em Pernambuco, a devastação deve-se sobretudo à especulação imobiliária, às construções clandestinas, à mineração ilegal e a aquela que, por muitos anos, foi a base da economia do Estado: a monocultura açucareira.

Para evitar que a situação fique ainda pior, está em andamento o Programa de Reflorestamento de Pernambuco, que entre maio e julho de 2021, já disseminou 6.500 mudas de árvores nativas. Até o momento, sete municípios já foram beneficiados: Carpina, Paudalho, Chã Grande e Lagoa do Carro (na Zona da Mata); e Calçados, Ibirajuba e Pesqueira (no Agreste), pela ação Refloresta, uma das frentes do Programa, que vem sendo executado com recursos de Compensação Ambiental. Mas também se exige que empresas façam plantios determinados pela Agência Estadual do Meio Ambiente (Cprh), para compensação ambiental.  Ainda há uma terceira via que prevê investimentos da ordem de R$ 1,8 milhão para restaurar áreas degradadas dos dois biomas.

Mas está ainda vai começar. É que edital nesse sentido foi lançado pela Semas-PE, e os projetos apresentados pela sociedade civil já se encontram em análise.  A expectativa é que as propostas estejam aprovadas até o mês de setembro, com a finalidade de restaurar áreas onde aqueles dois biomas estejam degradados ou em degradação.  Uma vez selecionados, os grupos deverão dar início aos plantios, com recursos provenientes do Fundo Estadual do Meio Ambiente – Fema. A prioridade será para reflorestamento em áreas de nascentes.  Porque se elas somem com a devastação das matas, todos nós sabemos que – com sua restauração – voltam a brotar. E viva para a natureza!

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Texto: Letícia  Lins / #OxeRecife
Foto: Acervo #OxeRecife

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