Difícil ser pedestre sem correr risco

Dá para andar com segurança em calçadas desse jeito? Não, não dá. E não são só falhas como rachaduras no concreto, pedras soltas,  lixo no meio do caminho. Armadilha para o pedestre é só o que tem para tudo de quanto é lado.

Às vezes, são várias em uma mesma calçada. No caso dessas das fotos, ambas ficam na Avenida Rosa e Silva, uma via muito movimentada. E estão a menos de 20 metros de distância uma da outra. Um risco grande para o pedestre, no bairro dos Aflitos. E bota aflito nisso… Porque, ali, é preciso cuidado redobrado para não cair.

Armadilha na Avenida Rosa e Silva, bem pertinho da parada do ônibus: cidadania a pé é difícil no Recife.

Buracos como esses são risco grande, principalmente para aqueles que circulam à noite, são cegos ou possuem baixa visão. E o que dizer em dias de chuva, quando os esgotos transbordam e chegam a cobrir as calçadas? A pessoa vai caminhando, pensando que está segura e de repente… a queda.

O pior é que, a cada dia, aparecem mais e mais situações como essas. Vamos lembrar a publicação Dez Mandamentos do pedestre recifense, iniciativa do Movimento Olhe pelo Recife, Cidadania a Pé. “Todo pedestre do Recife tem o direito inalienável de transitar por calçadas acessíveis, desobstruídas, sinalizadas, seguras, visualmente permeadas com os lotes limítrofes, sombreadas de dia e iluminadas à noite”. Ou seja, tudo que se precisa para deixar o carro na garagem.

A publicação não é nova, mas permanece valendo. Foi iniciativa do urbanista e arquiteto Francisco Cunha, e patrocinada pela própria Prefeitura. Francisco é  nosso guia nas Caminhadas Domingueiras. Antes antes da pandemia,  ele realizava passeios mensais e temáticos a pé pelas ruas do Recife. E que devem ser retomadas assim que houver segurança sanitária. Esperamos que, até lá,  as calçadas do Recife estejam bem mais seguras!

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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