Luana e Louise Azevedo: Irmãs do bem

Boas meninas…Irmãs do bem, do bem mesmo. Luana Azevedo (Psicóloga) e Louise Azevedo ( Estudante de Odontologia) nunca foram ao Sertão. Pisam pela primeira nas terras da caatinga no próximo sábado, por conta de uma missão mais do que necessária: doar alimentos para as famílias de Manari, que já ostentou o título do município mais pobre do Brasil. E que só foi suplantado nesse triste recorde em 2018, por Marajá do Sena, cidade maranhense com a menor renda per capita do Brasil.

Manari fica no Sertão do Moxotó, a 356 quilômetros do Recife. E foi escolhido pelas duas irmãs para a campanha Irmandade do Bem. O objetivo: levar 300 cestas básicas para as famílias residentes nos distritos rurais do município, totalmente carentes de tudo.  Logo, descobriram que a quantidade não seria suficiente para amenizar a fome dos lavradores que vivem precariamente do que a terra dá. E cuja produção, muitas vezes, é insuficiente para garantir as três refeições diárias.

Já estive em Manari, e fiquei chocada. Na primeira vez que visitei o município, então o pior IDH do Brasil não havia água encanada nem saneamento,  animais como porcos eram abatidos no meio da feira, e nos sítios vi gente comendo  calango e teju, durante a seca. Posteriormente, voltei à cidade, na gestão do então Governador Eduardo Campos (PSB), que  a dotou de alguns serviços de infraestrutura que lhe garantisse subir alguns pontos no IDH,  para não ser mais citada como o município mais pobre do Brasil.

Mesmo com a maior oferta de serviços públicos, a carência ainda é muito grande. E tanto é assim, que a assistente social da Prefeitura de Manari informou às irmãs, que a necessidade no momento, seria de 536 cestas.  As moças esperam juntar tal quantidade até o sábado. Já têm caminhão para levar as mercadorias e van para transportar os voluntários. Elas nunca pisaram em Manari, mas já foram avisadas por diversos amigos sobre “a pobreza da cidade”, que escolheram ao saber do cenário de pobreza. A partir de conversa compartilhada sobre a quantidade de amigos e familiares que estavam passando por necessidade, devido às consequências das restrições impostas pela pandemia.

“Fizemos uma reflexão, como estaria a situação das pessoas que moram longe, tipo interior e sertão que já passam por dificuldade em tempos normais, sem a pandemia”, diz Luana. Com apoio do pai e dos respectivos esposos, começaram a solicitar doações pelas redes sociais.
“Não imaginávamos a proporção que iria tomar e os anjos que iriam surgir e os demais amigos que se juntaram a esta ação”,diz. Em plena fase de coleta de doações e de arregimentação devoluntários, houve quem indagasse: “Por que o sertão, que é tão longe?”. Mas elas respondem: Mais uma vez refletimos que se todo mundo pensar assim, nunca vai chegar nada pra eles. Quanto mais distante, mais invisível fica aquele que precisa ser acolhido por nós”. Elas dão o recado: “Se você deseja ajudar a chegar às 536 cestas básicas para os lares de Manari, VAMOS NO DIA 01/05. Entra em contato com @luapsi.infantojuvenil ou @louisebazevedo
Ou podem fazer um pix para louiseazevedo.odonto@gmail.com

Abaixo, você pode conferir outras ações do bem, desencadeadas durante a pandemia

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Irmandade do Bem

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