A voz do eleitor: “Por uma cidade inteligente e um prefeito de resultados”

Ao longo da campanha eleitoral, evitei ficar no blábláblá dos políticos, postando aqui no #OxeRecife apenas os fatos mais marcantes ou mesmo pitorescos do primeiro e do segundo turno da eleição para a Prefeitura. E também resolvi abrir um espaço – A voz do eleitor – para que o cidadão comum, como nós, se manifeste sobre a cidade dos seus sonhos e sobre expectativa quanto ao próximo prefeito do Recife.

A homens e mulheres de várias profissões, graus diferentes de instrução e classes sociais, foram feitas duas colocações: “Qual o Recife que eu quero” e “O que espero do próximo gestor”. Já tinha ouvido Thiago Lins Pereira, meu filho caçula, há vários dias. Mas como santo de casa não faz milagre, o depoimento dele foi sendo adiado. E quase que ficava na gaveta. Terminou sobrando para o último dia.

Como milhões de brasileiros, ele ficou sem emprego na pandemia. Publicitário, especializado em compra de mídia paga, logo conseguiu colocação numa outra assessoria de marketing de performance, em outro estado. Aliás, em outra região, o Centro Oeste. De repente, viu o tempo que passou a ganhar ao trabalhar no regime de home office. Como ia ao trabalho de bike – no centro –  perdia mais de duas horas por dia nos percursos de ida e volta, em meio a um trânsito conturbado e perigoso, já que as ciclovias nem sempre estão onde se precisa delas.

De carro ou ônibus demoraria ainda mais. Para ele, a bike se mostrou como a alternativa mais econômica, viável e saudável. Mas descobriu que o melhor mesmo é trabalhar em casa (inclusive ele acha que o estímulo ao home office devia ser adotado como política pública, “porque ajudar a ficar em casa é contribuir para descongestionar a cidade”. Agora, arranjou até tempo para um MBA em inteligência artificial. Veja o que diz ele sobre o Recife que gostaria que fosse e o que espera do gestor que assume a Prefeitura em 2021 :

O Recife que eu quero é mais inteligente, mais competitivo. É claro que a cidade precisa de saúde, educação e segurança. Mas isso tudo é o mínimo  necessário . É direito, mas falta, ainda assim. E, quando tem, é pensado feito antigamente. Para ficar num exemplo, a gente educa pouco. E pior: educa por educar. Não adianta formar (ou prometer que vai formar, como tenho visto) pessoas para um mercado que não existe feito antes. Não adianta dar canudo sem pensar no futuro. O mundo, que vinha mudando rápido, mudou de vez em 2020. Tanto do ponto de vista global quanto local, é preciso visão estratégica, visão de futuro. Mas ficamos no discurso. E até o discurso ficou para trás. Assim como nossa competitividade. Uma das primeiras coisas que se busca em qualquer lugar é oportunidade. E tenho visto grandes profissionais trabalhando para empresas de outras regiões, ou até países. Com o home office, isso acontece cada vez mais. Por mais que essas pessoas continuem morando (e pagando impostos) aqui, seus cérebros já foram longe. Inteligência é um capital inestimável. E esse capital está fugindo do Recife. Mais do que reter, o Recife que eu quero deve atrair profissionais especializados. Hoje, tem ferramenta para tudo. Inteligência é a ferramenta certa para um futuro melhor – em todos os sentidos. Quanto ao prefeito, precisamos de um líder, não de mais um político. Alguém cheio de ideias novas e sem promessas velhas. Que trabalhe por resultado e não jogue para a plateia. 

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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