Extração ilegal de ouro no Sertão é investigada. Operação policial é hoje

O Sertão de Pernambuco está movimentado nessa terça-feira. É que o Ministério Público Federal (MPF) em Salgueiro (PE) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, Operação Frígia, no interior de Pernambuco e do Ceará, onde vêm sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. O foco da operação, no entanto, é nos municípios de Verdejante e Serrita, ambos no Sertão do estado. O motivo: Investigação da prática de prática de crimes ambientais, usurpação de patrimônio da União, lavagem de dinheiro e organização criminosa, por grupo especializado em extração ilegal de minério de ouro e posterior beneficiamento.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, inclusive no endereço de um policial federal, bem como 10 mandados de prisão preventiva, sendo dois destes contra policiais militares que atuavam diretamente na prática criminosa. Também há políticos envolvidos. As medidas estão sendo cumpridas em Serrita, São José do Belmonte, Igarassu (PE), e em Juazeiro do Norte  Jardim (CE). E 57 policiais federais participam da operação, que foi oriunda de  investigação conjunta realizada pelo MPF e pela PF.

As apurações indicaram que os investigados realizam desde a extração da pedra bruta in natura até a venda do produto a receptadores no Recife e em Juazeiro do Norte. A extração dos minérios ocorria em terrenos públicos e particulares. Os valores oriundos da venda eram colocados em circulação, com aparência de legalidade, por meio da aquisição de veículos e outras condutas que caracterizam a prática de lavagem de dinheiro. Ainda de acordo com as apurações, alguns pagamentos pelos serviços realizados em favor do garimpo eram feitos com uso de verbas da Prefeitura de Serrita. Segundo o MPF e a PF, o grupo envolve agentes públicos e particulares, financiadores, refinadores de minério e receptadores.  As evidências colhidas nesta etapa da Operação Frígia serão analisadas pelo MPF e pela PF, na continuidade das investigações sobre o caso, para posterior adoção das medidas cabíveis.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Acervo #OxeRecife

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