“Armadilha” junto ao meio-fio

Está difícil andar pelo Recife. Tanto o motorista, quanto o motociclista e o pedestre passam pelas mesmas dificuldades. Risco de acidentes, devido às irregularidades, buracos no asfalto e até mesmo falta de sinalização adequada.  Há alguns dias, um motociclista caiu em um buraco, na Avenida Dezessete de Agosto e faleceu. O buraco fora aberto pela Compesa, não foi fechado no tempo adequado e a sinalização – se que aquilo pode ser chamado de sinalização – era péssima.

Posteriormente, a Emlurb esteve a dez metros do local, com outra obra, e fez outro buraco. Até ontem à noite tinha dois cavaletes no asfalto, porém sem iluminação, sem tinta luminosa, sem nada. Muito fácil de provocar acidente. Os cavaletes foram retirados, mas ficaram as metralhas sobre a calçada. Hoje de manhã, na minha caminhada, percebi que tem outro buraco imenso, sendo aberto pela Compesa, na mesma Dezessete de Agosto, em frente à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), campus Casa Forte. Portanto, todo cuidado é pouco para quem passar por lá.

Obras são necessárias, como essa na Dezessete de Agosto. O problema é a má sinalização nos buracos, que provocam acidentes.

E, com certeza, não será obra de um dia só e permanecerá como um novo risco para a população. Infelizmente, a Prefeitura tem sido muito tolerante com os descalabros deixados em nossas ruas por empresas, prestadoras de serviço, operadoras. Há casos, também, provocados pela omissão da própria gestão municipal. Hoje, caminhando pela Rua Jerônimo de Albuquerque, me defrontei com a “armadilha” da foto acima naquela via de Casa Forte, um dos bairros nobres do Recife.

A pessoa vai  atravessar a rua, olha para os dois lados – já que ela tem duas mãos – e quando vai descendo a calçada, pensem em um “quedaço”, se não olhar para o chão. E quem tem pouca visão? E quem é cego? E quem está passando por ali no escuro, ou em um momento de falta de energia, como é que fica? O buraco é grande, está com quase dois metros de profundidade. E o sinal que tem lá para evitar acidentes, foi a própria população que colocou.  A julgar pela tampa partida ao meio, o asfalto cedeu  em uma galeria pluvial. Um cone desbotado, com uma palha de coqueiro são os sinais de alerta aos pedestres. Atenção, Emlurb.

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Texto e fotos:  Letícia Lins / #OxeRecife

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