Fachadas verdes contra as ilhas de calor, com pés de …. maracujá

Elaborado para reduzir e neutralizar os efeitos do aquecimento global , o Plano Local Para Ação Climática do Recife (PLAC) alerta para os malefícios das ilhas e ondas de calor, e os efeitos negativos que estes causam na saúde da população, em especial, a de baixa renda. E sugere uma série de medidas que devem ser adotadas visando uma cidade diferente, resiliente às mudanças climáticas e com carbono zero até 2050.  O que não é fácil, convenhamos, principalmente em um Recife que ostenta cicatrizes do arboricídio em todas as esquinas.

Pensando nisso, há estudantes que passaram a estudar espécies com potencial para uso em fachadas verdes. É o caso de Maria Fernanda dos Santos Silva, aluna de Mestrado da Universidade Federal Rural de Pernambuco. E ela está pesquisando espécies nativas de maracujá, que considera ideais para essa função.  A planta seria recomendável para reduzir os danos em áreas com excessiva urbanização, onde a cada dia é maior a selva de concreto. O uso de espécies nativas de maracujá para fachadas verdes “se explica pelo seu valor ornamental, por possuírem frutos comestíveis, flores de beleza exuberante e formarem cortinas que podem recobrir muros, alambrados ou paredes estabelecendo espaços verdes verticais onde antes predominariam os elementos construído”, segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife.

É que o Jardim Botânico do Recife – que é gerenciado pela SMS – doou 24 mudas de cinco espécies de passifloráceas que farão parte do um projeto de pesquisa de mestrado da UFRPE. O estudo é vinculado ao Programa de Pós-graduação em Agronomia – Melhoramento Genético de Plantas do Departamento de Agronomia da UFRPE, que é coordenado pela professora Vivian Loges e visa proporcionar informações quanto ao uso de plantas feitas de maneira acessível e sustentável em áreas que possuem pouco verde. 

“O uso de coberturas verdes é uma forma de inserção de vegetação nas construções urbanas que adota o princípio de Soluções Baseadas na Natureza (SbN), isto é, soluções que proporcionam simultaneamente benefícios ambientais, sociais e econômicos e contribuem para uma variedade de serviços ecossistêmicos. Desta forma, esperamos que em áreas onde predominariam os elementos construídos, possa ser estabelecido espaços verdes verticais com espécies nativas da nossa flora, com funcionalidades não só estéticas como ecológicas e alimentícia”, aponta a professora Vivian Loges.  A coleção de Passiflora do Jardim Botânico do Recife reúne onze espécies de maracujás. A coleção de Passiflora, bem como outras belezas naturais expostas no Jardim Botânico do Recife, podem ser contempladas das terças aos domingos, das 09h às 15h, respeitando todos os protocolos de segurança no combate à pandemia. A entrada no equipamento ambiental é gratuita e o uso de máscara é obrigatório. No Recife tem até lei sobre telhados verdes. Mas infelizmente ainda não pegou….

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Divulgação/SMAS

 

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