Orquídeas: Não compre sem saber a origem, e aprenda a cuidar delas

Uma das flores que mais despertam a atenção de jardineiros, decoradores e até colecionadores, a orquídea soma nada menos de 20 mil espécies na natureza, das quais 3.500 ocorrem no Brasil. Se forem computadas as orquídeas criadas em laboratório, seriam 50 mil espécies no mundo. No Jardim Botânico do Recife, um dos setores que mais chamam a atenção é justamente o que concentra as orquídeas. Conhecidas pelo colorido e exuberância, algumas espécies chegam a ser usadas na indústria farmacêutica ou na de alimentos. Nesse caso, um dos produtos mais conhecidos á a baunilha, obtida a partir de uma flor do grupo vanilla. A baunilha acentua sabor e aroma de bolos, sorvetes, tortas, biscoitos.

No JBR, somam 60 as espécies em exibição de orquídeas, cuja família (a Orchidaceae) é considerada a que possui maior quantidade de espécies na natureza. Caso você seja daqueles que adoram orquídeas e pretendem cultivá-las, algumas dicas são mais do que necessárias. Veja algumas as repassadas por Jefferson Maciel, biólogo e analista da instituição. Antes de tudo, é necessário saber a origem da flor com comprovação de que ela não veio de extrativismo ilegal. Até porque o excesso de demanda esse tipo de comércio levou à extinção um número desconhecido de espécies.

Portanto, é preciso conhecer a espécie, seu nome científico,para saber se está ameaçada de extinção. De maneira geral, a maioria das orquídeas precisa estar em um lugar arejado, com boa iluminação, mas sem contato direto com a luz solar nos períodos mais quentes do dia. “O substrato também não precisa ser complexo. As orquídeas na grande maioria absorvem nutrientes e água da umidade relativa do ar e das partículas em suspensão, ensina o biólogo.

“Então um substrato leve e bem drenado é suficiente para a maioria das espécies. Existem sociedades de cultivadores e colecionadores que oferecem regularmente cursos muito bons, onde se pode aprender mais sobre as orquídeas em geral e seus cultivos,” acrescenta.

O Jardim Botânico do Recife, comprometido com a conservação ambiental, mantém sua coleção de orquídeas, principalmente com o intuito de proteger essas espécies e as reintroduzir na natureza no futuro. Como, aliás, já vem fazendo com as bromélias. (foto menor) A coleção de orquídeas do JBR começou com uma doação na década de 80. Algumas dessas são expostas no orquidário do equipamento. Para a manutenção dessas plantas, é preciso cuidados específicos. “A gente desenvolve atividades de rega periódica, aplicação de nutrientes minerais uma vez por semana, aplicações de defensivos para controle de pragas e propagação vegetativa. Mas já chegamos a fazer polinização manual para produzir frutos e sementes de espécies estratégicas,”explica Jefferson.

O Jardim Botânico do Recife conta com diversas outras coleções e espaços que podem ser contemplados em visitas espontâneas.  São oito jardins temáticos, que incluem  o orquidário.  Os outros jardins temáticos são: o palmeiras, bromélias, cactos, flores tropicais, plantas medicinais, jardim sensorial e o dos biomas.. O equipamento mantém-se aberto para visitação das terças aos domingos, das 09h às 15h, respeitando todos os protocolos de segurança no combate à pandemia. A entrada é gratuita e o uso de máscara é obrigatório. Ele fica no KM 7,5 da BR 232, S/N,no bairro do Curado, Zona Oeste do Recife.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Erica Vidal / Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife

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