Tukumã, a”fênix” da Amazônia

Uma palmeira resiliente, que resiste até à ação do fogo. Assim é a Tukumã, que já ganhou até o apelido de “Fênix da Amazônia”. Trata-se de uma referência ao pássaro da mitologia grega que, ao morrer, entrava em combustão. Mas que depois renascia das cinzas. Pois a tukumã realmente lembra a fênix. É que após as queimadas, as sementes que caem no solo são capazes de germinar. Assim, a planta renasce nas áreas onde havia sido destruída pelo fogo.

A tukumã ocorre no interior da  floresta,sempre em terra firme. Chega a atingir até dez metros de altura e apresenta cachos robustos.  No entanto, não era muito bem aproveitado pelos moradores da floresta, que  aproveitava os frutos só para alimentação doméstica (muito pouco), animal e usavam folhas para confeccionar  peças de artesanato. Porém a indústria de cosméticos descobriu o potencial do fruto e  hoje sua manteiga é reconhecida pela eficiência na hidratação da epiderme. Uma das pioneiras no uso do fruto é a Natura.

“Seu potencial cosmético era desconhecido até o início da década quando a Natura iniciou as pesquisas sobre o ativo. Por meio de estudos da expressão gênica dos elementos do Tucumã, a empresa identificou propriedades cosméticas relevantes, tanto no óleo da polpa como na amêndoa e, especialmente, com seu uso combinado”, explica Roseli Mello, executiva da Natura. “A manteiga da amêndoa estimula a produção do ácido hialurônico, já o óleo da polpa a protege do desgaste natural. Desta forma é possível prevenir envelhecimento da pele”.

A exploração do fruto é mais um caso daqueles que mostram a importância de manter a floresta em pé.  Logo em seu primeiro ano de operação, antes mesmo do lançamento dos produtos Natura Ekos Tucumã no mercado, a cadeia produtiva gerou benefícios para comunidades tradicionais que, em muitos casos, dependem de programas sociais do governo para sua subsistência. “Por meio do Tucumã, famílias se empoderaram e passaram a se envolver tanto na colheita quanto na administração das cooperativas, ajudando assim a fazer desta planta, até pouco tempo desprezada, um potencial alavanca de transformação socioeconômica”, informa a Natura, que está completando dez anos do Programa Natura Amazônia, que explora o potencial da floresta de forma sustentável. De acordo com a empresa, desde 2010, já foram movimentados R$ 2,1 bilhões na região. “Em volume de negócios, cadeia produtiva e fortalecimento institucional”. No Site da Embrapa há, também, várias pesquisas sobre o fruto da palmeira, inclusive seu uso no enriquecimento de alimentos não só para animais, mas também para os humanos.

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Foto: Embrapa / Internet

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