Covid, Dengue, Chikungunya, Zika. Cadê o respeito à saúde alheia no Recife?

O brasileiro em geral e o pernambucano, em particular, não toma jeito. Estamos em uma pandemia, durante a qual temos que seguir todos os protocolos sanitários, para evitar que a situação se torne ainda pior, pois enfrentamos registros diários de novos casos da Covid-19 que,na semana passada, chegaram bem perto de 4 mil no nosso estado.

E o que é que tem que ser feito? Distanciamento social, uso de máscara, higienização frequente das mãos com água e sabão. E, na falta destes, o álcool seja líquido ou gel, com concentração de 70 por cento. Outro cuidado que tem que ser tomado é com o descarte de máscaras usadas. Quando sair de casa, por exemplo, não leve só uma máscara. Leve várias na bolsa porque se úmidas,  as em uso não fazem efeito. Por exemplo, se você for caminhar e tomar uma chuva, a máscara de nada adiantará. Também se estiver muito suada, depois da caminhada ou da corrida, é melhor trocar – e logo – por uma seca.

Se sua máscara não for descartável, você tem que fazer o quê? Guardá-la em um saquinho plástico e só desembalar em casa, na hora da lavagem com água e sabão. No meu caso, deixo mergulhadas – antes – em uma solução de água sanitária. Depois de retirado todo o cloro, lavo com sabão e deixo secar no sol. Se for descartável, coloco em plástico para jogar fora, por respeito à comunidade, às outras pessoas, aos garis.

No entanto, a quantidade de máscaras descartadas ao léu, sem proteção nenhuma é grande. Hoje dei uma caminhada entre Apipucos e Casa Forte e contei pelo menos 20 jogadas nas calçadas. Elas foram vistas até mesmo penduradas em arbustos, como se observa na foto acima, em uma praça, no primeiro bairro.

O desrespeito, no entanto, não é só esse. É que nem o Brasil nem o estado já conseguiram se livrar de doenças provocadas pelo Aedes Aegypti, o mosquito da Dengue, da Zika da Chikungunya. Mas o que a gente vê de copos descartáveis, quentinhas, pratos plásticos jogados nas calçadas e acumulando água, não está no gibi.  E também é comum se observar até mesmo caixas d´água destampadas, como vocês podem ver na foto maior.

Essa daí foi flagrada em uma obra na Rua Anunciada de Morais, ao lado da Galeria Casa Forte, no bairro do mesmo nome. Como se sabe, água parada tem que ser tampada. Até porque os casos de chikungunya aumentaram 148 por cento nos primeiros quatro meses de 2021 em relação a igual período de 2020. Pelo menos é o que informa a Secretaria Estadual de Saúde.

Os de dengue até que decresceram 74 por cento, mas mesmo assim foram registrados quase 700 pacientes com dengue no mesmo período. Também apareceram novos casos de Zika. Ou seja, o mosquito que transmite a doença está solto e proliferando. No caso de Casa Forte, como se não bastasse  aquele descuido, às sete da manhã os operários já estão com o rádio ligado nas alturas, incomodando a vizinhança, inclusive consultórios médicos, estúdios de Pilates, RPG e outros que funcionam nos dois prédios vizinhos.  Um que fica na própria Galeria Casa Forte e outro no Empresarial Alcides Fernandes. Como muitos escritórios desse último decidiram trabalhar com as portas e janelas abertas – para evitar ar condicionado e promover ventilação natural devido à pandemia – a poluição sonora tem incomodado. E muito. Sinceramente, é muita falta de noção!

Números de hoje. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, esta segunda-feira (24/5) registrou 1.368 novos casos da Covid-19 em Pernambuco. Agora, o número oficial de pessoas infectadas desde o início da pandemia chega a 463.736. Também foram confirmados 28 óbitos, subindo para 15.393 o total de vidas perdidas para a pandemia, que marca presença nos 184 municípios pernambucanos.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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