Reformada, Casa dos Azulejos Azuis muda paisagem no centro de Salvador

Se a cidade de Salvador já estava um “brinco” em 2020 – limpa, arborizada e com novos equipamentos urbanos – o seu centro vai se tornar ainda mais bonito. O Bairro do Comércio, aquele onde fica o famoso Elevador Lacerda e o Mercado Modelo, está ganhando um senhor presente. É que o secular Casarão dos Azulejos Azuis está sendo reformado e os trabalhos devem ser totalmente concluídos até 2022.

Antes mesmo do término das obras, no entanto, o casarão já chama atenção de turistas e moradores. Foi o caso do meu amigo Fernando Batista, que faz doutorado na Bahia, onde reside atualmente. Ele me envia fotos que mostram a imponência do sobrado, que foi erguido no século 19 e que é tido como um dos mais belos prédios azulejados do Brasil. Há quem diga até que é o mais bonito. E único. A casa pertenceu ao Comendador Antônio dos Santos Coelho, já foi ocupada por repartições, escola e até por loja de uma rede local de supermercados.

Porém, estava em ruínas. Tudo caindo. Embora tenha sido tombada em 1969 pelo IPHAN. Com quatro pavimentos e 1.914,76 metros quadrados de área construída, a edificação deverá abrigar o Museu da Música , porém ainda não há data prevista para ser concluída a implantação da instituição cultural. Nessa quarta-feira, meu amigo Fernando Batista me envia novas fotos, dessa vez de um ângulo a partir da parte alta de Salvador, cidade sempre lindíssima.

A ordem de serviço para o início das obras de restauração foi assinada pelo então prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto em 2019. A reforma do Casarão dos Azulejos Azuis  faz parte do Programa de Requalificação Urbanística de Salvador, implantado ainda na gestão ACMzinho (como os baianos o chamam). Alias, prefeito que – apesar do partido – deu show de gestão no quesito cuidar da cidade. A reforma do imóvel custou R$ 140 milhões, R$ 15 milhões dos quais bancados pela própria prefeitura de Salvador. No centro do Recife alguns  prédios icônicos precisam passar por reforma. Entre eles o Hotel do Parque, a casa onde viveu a escritora Clarice Lispector e o sobrado onde nasceu  Joaquim Nabuco.

Veja o vídeo sobre a casa, neste link que pesquei no Youtube:

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Texto: Letícia Lins / #OxeRecife
Fotos: Fernando Batista / Cortesia
Vídeo: YouTube

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5 comentários

  1. Esse prédio jamais foi um “casarão”: já nasceu comercial, e foi erguido entre a última década do século XIX e o início do século XX, dedicado aos negócios do Porto de Salvador. E o tal Comendador Antônio dos Santos Coelho era paraibano, morador de um sobrado azulejado de João Pessoa. Os soteropolitanos e sua megalomania…

      1. Realmente é muito bonito o Casarão dos Azulejos de João Pessoa. O de Salvador já virou Museu da Música. Ficou muito bonito!

      2. Acontece que o edifício de Salvador, embora seja referido como “casarão”, tem origem comercial, ou seja, nunca foi uma casa. E o Comendador Antônio dos Santos Coelho, citado no texto como o antigo proprietário do prédio azulejado da capital baiana, era na verdade paraibano, e construiu o casarão azulejado de João Pessoa. Favor verificar fontes e retificar o texto.

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