#RecifeEmergênciaClimática (11): Rua Nova

Com história antiga – surgiu no século 17 – a Rua Nova foi considerada como a via comercial mais importante do Recife até o final do século 20.  No passado, a via comportava três cinemas – Pathé, Royal e Vitória – lojas sofisticadas (como a Sloper , Casa Matos e O Anel de Ouro). Também eram famosos seus cafés e confeitarias, sendo que uma delas – a Glória – entrou para a história, pois em 1930 foi palco do assassinato de João Pessoa, então presidente da Paraíba.

Com a descentralização do comércio e o surgimento dos shopping-centers, seu movimento começou a minguar como vem ocorrendo em bairros como Santo Antônio e São José. E em outras ruas comerciais importantes do centro, como a Imperatriz (Boa Vista), onde há mais de 36 casas comerciais que fecharam as portas. A situação da Nova (Santo Antônio) é um pouco melhor. Tem sete lojas fechadas.

Pelo menos, foi o que constatamos, em visita à Nova, durante uma caminhada individual, um pouco antes da quarentena. Ou seja, a quantidade de lojas com atividades encerradas na Nova é bem  menor do que a registrada na Imperatriz.

Mas a Rua Nova – como a que fica do outro lado da Ponte da Boa Vista – padece de um outro mal  que também acomete a Imperatriz: a aridez, o excesso de concreto, a falta de equipamentos urbanos e de atrativos que levem as pessoas a prolongar ali sua permanência. Como na Imperatriz, os prédios são antigos e conjugados, porém normalmente são descaracterizados no andar térreo pelos comerciantes. Também está sendo incluída no rol das ruas áridas da cidade pelo #OxeRecife, que são aquelas que não possuem sinal de verde.

Não contam com árvores, jarros floridos, jardins. Da esquina da Rua do Sol até à altura da Rua Camboa do Carmo,  a Rua Nova não oferece conforto térmico, pois a única sombra que oferece aos pedestres é aquela das marquises (foto acima). Quando não há marquise é sol no quengo e calor insuportável. Há, sim algumas árvores perdidas, mas somente no trecho que fica entre a Camboa do Carmo e a Avenida Dantas Barreto. O resto é… temperatura nas alturas.

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Texto e fotos: Letícia Lins / #OxeRecife

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